Política

Montenegro garante "toda a disponibilidade" a Seguro para trabalhar em prol dos portugueses

Créditos: Filipe Amorim/Lusa (arquivo)

O primeiro-ministro já felicitou António José Seguro pela vitória nas eleições

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou este domingo António José Seguro por ter sido eleito Presidente da República e garantiu toda a disponibilidade do Governo para trabalhar em prol do futuro de Portugal.

"Quero nesta ocasião, em nome do Governo, dirigir uma palavra de felicitação ao doutor António José Seguro, Presidente da República eleito, tive já a ocasião de falar com ele, como tive também a ocasião de falar com o doutor André Ventura, candidato vencido neste segundo sufrágio", afirmou Luís Montenegro na Casa Allen, no Porto, numa altura em que estão apurados os resultados em mais de 96% das freguesias, com António José Seguro a obter mais de 66% dos votos contra 33% do seu adversário, André Ventura.

O chefe do executivo garantiu ainda a António José Seguro, apoiado pelo PS, toda a disponibilidade do Governo PSD/CDS-PP para, em conjunto, trabalhar em prol do futuro de Portugal com espírito de convergência.

"Para salvaguardarmos o interesse dos portugueses com toda a cooperação, com todo o sentido de servirmos Portugal e o povo português, de forma construtiva, de forma positiva e cada um ao nível da responsabilidade que a Constituição atribui", referiu.

Montenegro ressalvou que o Governo vai continuar a cooperar com o Presidente da República.

"Fizemo-lo com o atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que também cumprimento nesta ocasião e que ainda está em exercício de funções, e vamos continuar a fazê-lo com o Presidente eleito, António José Seguro", garantiu.

Não é a origem partidária dos percursos dos Presidentes da República que marcam o exercício do seu magistério e não será dessa perspetiva que o Governo olhará para o mandato de António José Seguro, salientou.

O chefe do executivo acredita que "daquilo que conhece" de Seguro não será difícil estabelecer uma relação de cooperação entre o Governo e a Presidência da República, respeitando as competências que a Constituição atribui a cada um deles e respeitando as posições políticas que o Governo tem e que o Presidente da República eleito tem sobre as mais variadas matérias.

"Em muitas circunstâncias são coincidentes, noutras poderão não ser, pelo menos à partida, e caber-nos-á no respeito da prossecução daquilo que é o interesse do país e da vida dos portugueses encontrar as plataformas de aproximar posições", entendeu.

E com isso também, acrescentou, contribuir para na Assembleia da República contar com o esforço e a contribuição positiva de todos os partidos nela representados, em particular aqueles que têm um nível de representação que pode desequilibrar as votações mais importantes como, por exemplo, os orçamentos do Estado.

O primeiro-ministro aproveitou ainda para felicitar os portugueses por mais uma demonstração de "grande maturidade cívica".

"Ficou bem patente pelo alto nível de participação, que não obstante as condições em que se realizou este sufrágio, mereceram efetivamente uma elevada participação por parte de todos, ao longo de todo o território nacional, mesmo nas regiões que vivem por estes dias grandes adversidades em virtude da situação meteorológica", destacou.

Agradecendo também a todos aqueles que estiveram nas mesas de voto, o primeiro-ministro elogiou todos os autarcas, quer das câmaras municipais, quer das juntas de freguesia, que foram "inexcedíveis" na criação das condições que possibilitaram também que tudo tivesse decorrido com normalidade.

Lusa