"Sem ser arranjos em profundidade, porque é completamente impossível em tão pouco tempo fazê-lo, é mesmo, como disse, para criar condições mínimas de habitabilidade, porque contamos, naturalmente, com os apoios que o Governo pôs à disposição das populações para depois, numa segunda fase, poder fazer as obras definitivas", explica o autarca à TSF
O presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, João Marques, afirma que os prejuízos provocados pela intempérie é de milhões de euros, ainda sem a contabilização de infraestruturas públicas, religiosas e associativas.
"Dos milhões de euros. Já criámos o nosso gabinete de crise, onde as pessoas vão declarar os prejuízos preenchendo as plataformas que a CCDR-C pôs à nossa disposição. E também ainda não fizemos, nem perto nem longe, uma avaliação dos prejuízos do património público, portanto, municipal, do património religioso, porque temos aí muitas igrejas e capelas que sofreram também elevados estragos, e do património associativo", disse João Marques à TSF.
O autarca refere que "ainda há umas dezenas de casas que estão sem intervenção", que o município está "a tentar resolver rapidamente".
"Sem ser arranjos em profundidade, porque é completamente impossível em tão pouco tempo fazê-lo, é mesmo, como disse, para criar condições mínimas de habitabilidade, porque contamos, naturalmente, com os apoios que o Governo pôs à disposição das populações para depois, numa segunda fase, poder fazer as obras definitivas e criar as condições de habitabilidade mínimas e exigíveis para a nossa população", explica.
João Marques recusa que Pedrógão Grande tenha sido esquecido, até porque "a intempérie atingiu muitos concelhos", mas queixa-se tem outras razões de queixa: "A natureza, de facto, é madrasta para Pedrógão Grande. Nós, de facto, somos um concelho muito azarado. É com os fogos, e todos nós nos lembramos de 2017. Agora, com esta razia completa que foi que foi esta intempérie, temos tido tido contactos por parte de membros do Governo, nomeadamente o senhor secretário de Estado da Proteção Civil e o senhor secretário de Estado da Energia, que têm sido incansáveis e inexcedíveis e sempre preocupados, sempre a telefonar para saber como é que as coisas estão a correr. E tivemos a honrosa visita também do senhor Presidente da República, que mais não seja, serve pra chamar a atenção para os problemas que nos afligem. Isso é sempre bom."
O autarca de Pedrógão Grande agradece toda a ajuda que recebeu, desde bombeiros a voluntários, mas tem a noção de que todo o auxílio é pouco.
"Nós, Câmara Municipal, com os nossos recursos, os bombeiros municipais, muitas equipas voluntárias a quem eu agradeço muito, voluntários estrangeiros que estão erradicados cá em Padragão Grande, voluntários que vieram propositadamente dos Estados Unidos, voluntários aqui de concelhos vizinhos, que nos têm dado uma ajuda também extraordinária. A GNR e as suas equipas especiais que estão no terreno, dos 16 homens que fizeram também um trabalho tremendo. A equipa especial de bombeiros, os nossos bombeiros municipais, os nossos escoteiros, os trabalhadores da Câmara que têm sido incansáveis. Portanto, temos toda aqui uma equipa extraordinária que está a ajudar as pessoas, mas conscientes de que não é suficiente", lamenta.