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Mestre Kobayashi era «muito trabalhador», lembra Bastos Nunes

Kiyoshi Kobayashi Global Imagens/Vítor Cupertino

O mestre Bastos Nunes recordou Kiyoshi Kobayashi como um excelente técnico de judo e lembrou a sua importância na recuperação de Carlos Lopes antes da medalha de ouro do atleta nos Jogos Olímpicos de 1984.

O mestre Bastos Nunes, um dos discípulos do mestre Kiyoshi Kobayashi, recordou este grande impulsionador do judo em Portugal que faleceu aos 88 anos, como alguém «muito trabalhador».

«Levava o judo muito a sério. Não conhecia um técnico tão bom como o mestre Kobayashi. Era um tecnicista muito grande e ensinava muito bem» , lembrou Bastos Nunes.

Em declarações à TSF, o judoca português explicou que foi várias vezes campeão nacional sempre a trabalhar com o mestre Kobayashi de quem era «muito amigo» e com quem fez várias demonstrações de judo.

«Para mim, o mestre foi a pessoa mais importante. Foram muitos anos desde a vinda do mestre para Portugal até à morte dele. A nossa ligação foi sempre muito forte», resumiu.

Recordando a faceta de médico de Kobayashi, Bastos Nunes explicou que o mestre japonês era «muito humano e muito amigo de ajudar».

Ligado às medicinas alternativas, o mestre japonês tratou várias pessoas, incluindo Carlos Lopes que foi recuperado por Kobayashi antes de o atleta ganhar a medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles.

Por seu lado, Luís Monteiro, antigo selecionador nacional de judo, recordou Kobayashi como alguém que «publicamente usava alguma distância e tinha aquela postura de mestre e de respeito, mas junto dos amigos era uma pessoa muito sociável».

«Gostava de conviver com os amigos, ter companhia, convidá-los para jantar, ter refeições ou até um copo. Tinha esta dupla atitude. Sabia estar estar nos momentos oportunos e era amigo dos seus amigo também», resumiu.

Redação