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Livreiros independentes avançam com providência cautelar contra FNAC e Bertrand

Um grupo de livreiros independentes apresentou uma providência cautelar contra as redes livreiras FNAC e Bertrand, acusando-as de violar a lei do preço fixo do livro com duas campanhas de natal, revelou o livreiro Jaime Bulhosa.

Duas semanas depois de terem apresentado queixa na Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), os livreiros independentes decidiram avançar com uma providência cautelar no Tribunal Cível de Lisboa com a intenção de fazer parar as duas campanhas de natal" da FNAC e da Bertrand.

Os livreiros acusam as duas empresas de terem encetado campanhas de vendas - a pensar no natal - que consideram ir contra a lei do preço fixo do livro, em particular por terem descontos que incluem novidades editoriais lançadas há menos de 18 meses.

Na semana passada, a IGAC reconheceu a «pertinência» da queixa apresentada, mas pouco mais adiantou, referindo que iria ser feito um «procedimento em conformidade».

No dia 29 de novembro, a rede livreira Bertrand afirmou em comunicado que estava a analisar a notificação recebida e que iria pronunciar-se «dentro do prazo fixado pela IGAC, sendo certo que reitera a estrita conformidade da sua campanha de natal com a legislação em vigor».

A queixa apresentada na IGAC era subscrita por 26 pequenas livrarias de todo o país, mas a providência cautelar só foi assinada por 18 livreiros, esclareceu Jaime Bulhosa.

Hoje, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiiros (APEL) saiu em defesa da legislação em vigor, sublinhando que é «fundamental para a preservação do setor editorial e livreiro e para a sua regulação».

Redação