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A Ucrânia está a preparar-se para se defender da Rússia

REUTERS/Jonathan Ernst

A Ucrânia «está à beira de um desastre», depois da «declaração de guerra» da Rússia, disse hoje o primeiro-ministro Arseni Iatseniouk. O embaixador ucraniano nas Nações Unidas disse o país se está a preparar para se defender da Rússia

[em atualização]

O embaixador ucraniano nas Nações Unidas disse o país se está a preparar para se defender da Rússia, acrescentando que vão pedir ajuda militar, se a Rússia «expandir atividades».

«É o alerta vermelho. Isto não é uma ameaça. Declararam-nos guerra», disse o chefe do Governo. «Pedimos ao presidente Putin para retirar as suas tropas da Ucrânia», acrescentou Arseni Iatseniouk.

Ao mesmo tempo o novo presidente ucraniano fez um apelo ao mundo para «passos efectivos» no sentido de ajudar o país.

Este responsável anunciou também que o espaço aéreo ucraniano está fechado a aviões não-civis.

A CNN está avançar a informação de que três bases militares ucranianas na Crimeia estão cercadas pelas forças russas. Os soldados russos exigiram a rendição dos soldados ucranianos que se recusaram a entregar as armas e neste momento há um braço de ferro nestas três bases.

O secretário-geral da NATO acaba de afirmar que a Rússia está a ameaçar a paz e a segurança na Europa, apelando para que contribua para diminuir a tensão na zona.

Anders Fogh Rasmussen, que falava à entrada da reunião de emergência de hoje com os 28 embaixadores da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas, revelou que «Vamos discutir as implicações [da ação da Rússia] para a segurança Europeia».

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros desafiou a Rússia a desistir das transgressões à soberania e à integridade territorial da Ucrânia, que, na opinião do homólogo britânico, foram violados.

O papa Francisco pediu hoje aos fiéis para que rezem pela situação na Ucrânia, apelando à comunidade internacional para fazer tudo o que estiver no alcance para «favorecer o diálogo entre as partes» que se opõem no país e apoiar o diálogo. O papa apelou assim aos ucranianos para se concentrarem em construir juntos o futuro da Nação.

Redação