Economia

Costa insiste que não há um "plano B"

António Costa Eduardo Costa/Lusa

O primeiro-ministro defende que há todos os motivos para olhar com confiança para o futuro e para os números da execução orçamental deste ano.

Esta tarde, a Direção-Geral do Orçamento divulga a síntese da execução orçamental em contas públicas até maio. António Costa não se antecipa, mas garante que os números são positivos.

"Vamos aguardar o que vão dizer os números, mas tenho a certeza de que a evolução de abril e de maio não só confirmam aquilo que foram os resultados do primeiro trimestre, como demonstrarão que a evolução das despesas, em particular despesas críticas como os consumos intermédios ou despesas com pessoal, estão a crescer abaixo daquilo que estava orçamentado; e que a receita fiscal continua a subir em linha com o que estava projetado no Orçamento de Estado", afirmou António Costa, nas Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem em Ponta Delgada, Açores.

"O que nos veio dizer o Instituto Nacional de Estatística é que tivemos o melhor défice desde 2008 e tivemos mesmo", acrescentou, referindo que se forem descontadas as medidas extraordinárias que existiram em 2008, o país registou "o melhor défice do primeiro trimestre desde 2002", ao contrário "de todas as profecias que a direita ia fazendo, ao contrário de todos os planos B" que pedia ao Governo.

"O nosso plano A é o plano A, é só o plano A e não haverá plano B", realçou António Costa.

O Governo pretende encerrar o ano com um défice de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Até abril, o défice orçamental em contas públicas atingiu 1.633,6 milhões de euros, superior em 56,2 milhões de euros ao registado em igual período de 2015.

TSF com Lusa