"É uma honra." Inês Carvalho recebe esta segunda-feira Prémio Bárbara Virgínia 2025

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É a primeira mulher a assinar a fotografia de uma longa-metragem portuguesa e falou com a TSF. O galardão, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, destaca o trabalho no filme de João Botelho, de 2023, com um elenco composto apenas por mulheres
A diretora de fotografia Inês Carvalho recebe esta segunda-feira o Prémio Virgínia 2025, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, que homenageia mulheres que tenham contribuído de uma forma notável para o cinema português.
Inês Carvalho é a primeira mulher portuguesa a assinar a direção de fotografia de uma longa-metragem em Portugal e diz à TSF que receber este reconhecimento é "uma honra, apesar de ter sido apanhada um bocadinho de surpresa".
"Não fazia a menor ideia de que tinha sido mesmo a primeira mulher a fazer a direção de fotografia de uma longa-metragem em Portugal. Não tinha ideia de que tivesse sido tão tarde, porque já foi no século XXI, não é? Mas, como é óbvio, é bom saber que abri um caminho no cinema português", afirma.
A cineasta ganha este prémio com o trabalho que fez para A Mulher que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América, um filme de 2023 do realizador João Botelho, com um elenco 100% feminino. A diretora de fotografia revela que trabalhar nesta longa-metragem foi desafiante, mas mostra-se satisfeita com o resultado.
"Fazer este filme, para mim, foi um desafio, porque era a minha primeira longa-metragem e com um rol enorme de atrizes gigantes, portanto, estava um bocadinho intimidada. Nem sei se era exatamente porque o filme só tem atrizes, que o João, na altura, me terá convidado para fazer a direção de fotografia do filme, mas correu bem, eu acho que sim, está um belo filme", sublinha igualmente.
Nas palavras de Inês Carvalho, este trabalho "é uma sátira, é um filme de comédia, bastante divertido, em que a Alexandra Lencastre é uma senhora que vive na rua Washington e acha que é a Presidente dos Estados Unidos da América".
O Prémio Bárbara Virgínia foi instituído em 2015 pela Academia Portuguesa de Cinema. O nome do prémio recorda a primeira mulher a realizar um filme de ficção em Portugal, em 1946. Bárbara Virgínia tinha, na altura, apenas 22 anos.
