"Mosaico muito colorido da música." Festival Porta-Jazz conquista o Rivoli este fim de semana

Créditos: Photo by Chris Bair on Unsplash (arquivo)
Mais de cem concertos e de 20 artistas sobem ao palco para dar vida ao género musical que já nos habitou pela espontaneidade. O festival Porta-Jazz está de volta ao Porto com a sua 16.ª edição e é um ponto de encontro para quem gosta de jazz. A festa dura até domingo, no Teatro Rivoli, e tem propostas para todas as idades
Saxofone, piano, contrabaixo, voz e muito mais nesta festa que celebra o jazz, mas nem tudo é improviso. A programação do Festival Porta-Jazz foi escolhida a dedo e conta com uma diversidade imensa. De Cuba à Lituânia, 28 artistas de 18 nacionalidades sobem ao palco para mais de cem concertos - alguns direcionados para as crianças -, mas há também ações de participação, jam sessions e workshops.
Entre o ritmo contagiante deste género musical, o diretor da iniciativa, João Pedro Brandão, destaca à TSF as estreias e os lançamentos de discos. "Nomeadamente do Mané Fernandes, com o Luca Curcio e o Simon Albertsen, de um trio com a cantora Almut Kühne, que é uma voz singular e virtuosa da cena de Berlim, e o grupo de cinco cantoras e flautistas da Vera Morais, as Eupneia, que é uma espécie de órgão de tubos humano, que traz estas flautistas e cantoras da vanguarda da cena de Amsterdão", afirma.
O festival arranca esta sexta-feira com um pequeno workshop Beatdenker, dado por "Jo" Wespel, guitarrista, compositor, produtor e investigador de Berlim, que desenvolveu vários conceitos rítmicos para compor e improvisar. Segue-se o primeiro concerto, com José Vale e Summer School, e Littorina Saxophone Quartet no subpalco. No grande auditório, com Mané Fernandes com Squigg: Playground Etiquette e Ursa Maior.
O sábado começa às 16h00 no palco GA com Almut Kühne, João Pedro Brandão, o lançamento do álbum de Marcos Cavaleiro, com Stones and Seeds, e com um dueto entre Satt e Olga Reznichenko. Já Pedro Neves com Northern Train e o Ensemble Mutante abrem o pequeno auditório às 18h15. Às 21h30, no grande auditório, vão tocar Ricardo Coelho com Kohelet e Vera Morais com Eupnea.
Já no domingo, o pequeno auditório abre as portas para Sérgio Tavares e Renato Diz com Between Time and Now, e João Martins com Oxímoro. Às 18h15, o Palco GA despede-se do festival com AP com Lado Umbilical e Hristo Goleminov com Diagonal Shift. O grande auditório recebe, às 21h30, os últimos espetáculos, com Hery Paz com Fisuras e Feliz Hauptmann com Serpentine.
As noites terminam com jam sessions. Tudo na mesma morada: o Teatro do Rivoli, no coração do Porto.
O ambiente é intenso e transforma o teatro num centro onde só entra quem é amante do jazz. "Há esse panorama artístico, muito variado e diverso, é um mosaico muito colorido da música que se faz nesta área artística. E é um ambiente muito familiar, muito intenso, onde ocupamos o Rivoli em todos os seus espaços", descreve José Pedro Brandão.
O festival é uma iniciativa do coletivo de músicos portuenses Porta-jazz e esta é a sua 16.ª edição.
