"Música ao vivo acrescenta valor emocional muito forte." Porto recebe cineconcerto de "O Grande Ditador"

Créditos: José Coelho/Lusa (arquivo)
É a primeira vez que a obra de 1940 é projetada com a banda sonora interpretada ao vivo na Casa da Música. O diretor da Casa da Música adianta à TSF que a procura por cineconcertos está a aumentar, atribuindo esse crescimento à experiência da música ao vivo, porque "acrescenta uma emoção muito forte"
Pela primeira vez, na Casa da Música, o filme "O Grande Ditador" será projetado e a banda sonora interpretada ao vivo no palco. O filme, de 1940, que ficou conhecido pela imagem de Charlie Chaplin estar vestido como Adolf Hitler, é uma sátira aos ditadores.
Quando estreou, o mundo vivia a Segunda Guerra Mundial. À TSF, o diretor da Casa da Música, François Bou, considera que o filme tem uma mensagem que continua pertinente aos dias de hoje.
"Este filme tem um caráter muito interessante, que é a atualidade deste filme, da história, que narra a ascendência do ditador Hitler. Mas ele não é só Hitler, é também o mecanismo de como chegamos à ditadura", sublinha.
A Orquestra Sinfónica do Porto tocará a banda sonora original, com o maestro norte-americano Timothy Brock.
Numa altura em que várias salas de cinema estão a fechar em todo o país, os cineconcertos parecem estar a ir em sentido contrário e a ganhar mais público. François Bou acredita que esse crescimento da procura se deve à magia da experiência que a música ao vivo acrescenta.
"Não é só acompanhar um filme, mas é presença. A música ao vivo acrescenta uma emoção muito forte. Não é só uma experiência de patrimônio cultural, mas é uma experiência mais humana. Acho que a música ao vivo acrescenta um valor emocional muito forte", afirma.
Este é o primeiro cineconcerto deste ano na Casa da Música e acontece esta sexta-feira à noite.
