Ana Cabecinha de regresso aos Jogos Olímpicos para voltar a estar entre as melhores

Ficaram para trás meses de ansiedade, de ajustes e reajustes no treino, nas rotinas. Ana Cabecinha chega a Tóquio para cumprir os quartos Jogos Olímpicos da carreira. Ela quer estar novamente entre as melhores, depois do 6º lugar no Rio de Janeiro.

Com uma prova marcada para as quatro da tarde - horário japonês -, condições de humidade elevada e temperatura quente, a preparação da marcha olímpica exige esforços redobrados na preparação para as condições para os Jogos Olímpicos. Ana Cabecinha lembra que os meses que culminaram nesta sua quarta presença olímpica não foram fáceis.

"As dúvidas sobre a realização das provas, os cancelamentos, tudo isso nos afeta na preparação. Começa a aproximar-se um ano importante, depois os Jogos não se realizam devido à pandemia. Tudo isso gera em nós, atletas, muita ansiedade", lembra a experiente atleta do Clube Oriental do Pechão, agora com 37 anos.

Conta Ana Cabecinha que as primeiras semanas de preparação, após a retoma dos treinos, resultaram em "Inícios de semana difíceis". Conseguiu o apuramento com mínimos olímpicos em dezembro, o mês que é habitualmente mais calmo no percurso.

"O meu dia começa às oito ou oito e meia com o pequeno-almoço. Entre as nove e meia e às dez o início do treino, até ao meio-dia e meia. Segue-se o almoço e uma tarde de descanso para que, às cinco e meia possa fazer o segundo treino", explica sobre as rotinas diárias.

Somam-se os estágios, entre Madrid e a Serra Nevada. "É fundamental o treino em altitude. Acima do nível do mar a falta de oxigénio permite adaptação do corpo a novas condições, melhora os resultados em condições habituais.

Aclimatização é importante, as condições em Tóquio, com humidade, tempo quente, e uma prova a meio da tarde. "Temos preparado a prova na câmara de calor da faculdade de Coimbra (...) "É fundamental batalhar na preparação da humidade e do calor (...) com a prova às quatro e meia da tarde, certamente vamos apanhar sol, calor, pelo menos durante a primeira hora de prova", concretiza a marchadora.

"Temos a consciência que estes vão ser uns jogos diferentes. Só temos de nos preocupar em ter o máximo cuidado. Sabemos que se apanharmos o vírus são quatro ou cinco anos da nossa vida que ficam em causa". No caso de Ana Cabecinha, ao olhar para o currículo há esperança num resultado novamente entre as melhores do mundo.

"Queremos melhorar o lugar conquistado no passado. Tenho um 8º, 7º e um 6º, nos últimos Jogos. Espero estar na luta por um resultado igual ou melhor do que o do Rio de Janeiro".

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