Federação de Atletismo felicita novos recordistas nacionais e pede apoios para pista coberta

Créditos: Leonel de Castro
À TSF, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo pede também apoios para a construção de uma pista coberta em Portugal, onde os atletas possam treinar. Uma das pistas alternativas utilizada para treinos e provas estava localizada em Pombal, mas ficou destruída devido ao temporal
O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo parabeniza Salomé Afonso e Isaac Nader por terem batido, respetivamente, os recordes nacionais dos 1500 e 3000 metros de pista curta no meeting Czech Indoor Gala, em Ostrava, na República Checa: "Eu sou um fã deles."
Em declarações à TSF, Domingos Castro não esconde a felicidade perante a mais recente conquista dos atletas, que destaca pela sua "dedicação, profissionalismo", bem como pela entrega que dão à modalidade, "mas sobretudo ao país".
"Isto são glórias para o nosso país, estes dois atletas. E, por isso, ao Isaac Nader e à Salomé, um forte abraço. Muitos, muitos parabéns", afirma.
Campeão mundial dos 1500 metros, Isaac Nader venceu os 3000 metros do meeting checo com o tempo de 7.38,05 minutos, baixando o anterior recorde de 7.39,44, que pertencia a Rui Silva desde 2000. O português tornou-se também o novo recordista do Czech Indoor Gala nesta distância.
Já Salomé Afonso foi quarta classificada na prova dos 1500 metros, que cumpriu em 4.01,98 minutos, baixando o anterior recorde de 4.04,11 que pertencia a Carla Sacramento desde 2001. Com esta marca, a atleta assegurou a qualificação direta para o Campeonato do Mundo de pista curta, que terá lugar em Tórun, na Polónia, em março
Domingos Castro, que está em Bruxelas com uma comitiva da Confederação do Desporto, vai marcar presença no Parlamento Europeu para pedir apoios para que Portugal possa ter uma pista coberta, onde estes e outros atletas possam treinar.
"É isso que nós precisamos. E, por isso, a quem direito e também às nossas câmaras municipais em Portugal, por favor, ajudem a nossa modalidade", apela.
Sublinhando que os invernos no país têm sido "cada vez mais rigorosos", o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo assume que esta é uma necessidade que carece de uma resposta "urgente".
Uma das pistas alternativas utilizada para treinos e provas estava localizada em Pombal. No entanto, a arena ficou destruída devido à intempérie provocada pela depressão Kristin e, por isso, deixou também de ser uma opção viável.
"Tenho falado com alguns presidentes de alguns clubes - ainda hoje um me ligou. Nós, federação, vamos fazer tudo o que é possível para ajudar ao máximo", garante, completando ainda assim que a própria federação "vive com muita dificuldade".

