Álvaro Sobrinho assume «todas as responsabilidades» por decisões à frente do BES Angola

Álvaro Sobrinho
Lusa/António Cotrim
O antigo presidente executivo do BES Angola (BESA) Álvaro Sobrinho assumiu hoje «todas as responsabilidades» pelas decisões tomadas à frente da entidade, dizendo no parlamento que não vai entrar em «achincalhamentos pessoais seja com quem for».
«Durante dez anos que estive à frente da gestão do BESA mantinha-me informado, sabia do que lá se passava e decidia. E assumo todas as responsabilidades pelas minhas decisões», declarou Sobrinho na comissão parlamentar de inquérito à gestão do Banco Espírito Santo (BES) e do Grupo Espírito Santo (GES).
O responsável fez uma declaração inicial de menos de dez minutos perante os deputados, e declarou ser a comissão o «local e contexto apropriados» para responder a questões dentro daquilo que era o seu «conhecimento direto».
Sobrinho realçou que iria pautar as suas afirmações pelo seu «conhecimento pessoal e direto» sobre as matérias e «fornecendo factos» sobre os mesmos, abstendo-se de «comentar comentários» mesmo os referentes à sua pessoa. «Não contribuirei para achincalhamentos pessoais sejam de quem for», sublinhou.
As insuficiências de capital na entidade angolana, que levaram à criação de uma garantia estatal de Angola sobre 3,3 mil milhões de euros, têm sido um dos pontos centrais da comissão de inquérito.
A comissão de inquérito arrancou a 17 de novembro e tem um prazo de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado.