
Reuters/Stefan Wermuth
As Associações das Empresas de Bebidas Espirituosas e dos Produtores de Tabaco criticam o aumento da tributação e acreditam que o efeito será o contrário do que o Governo espera.
Ontem, no Parlamento, o vice-primeiro-ministro confirmou um aumento da tributação sobre o álcool e o tabaco e uma redução de rendas na indústria fornecedora de medicamentos. Paulo Portas explicou que serão feitos cortes no valor de 300 milhões de euros na área da Saúde em 2014 e que o aumento das taxas vai ajudar neste esforço.
Na reação, a Associação Nacional das Empresas de Bebidas Espirituosas espera que o Governo reconsidere e não aumente a carga fiscal sobre estes produtos. O secretário geral, Mário Moniz Barreto, diz que a medida não será eficaz ponto de vista da receita.
O dirigente deixa ainda outro alerta: o aumento da tributação pode ser incomportável para boa parte do setor, constituído principalmente por estruturas de caráter familiar, de reduzida dimensão, sem margem para aguentar mais este encargo.
Já a Associação Nacional dos Produtores de Tabaco diz que o aumento da tributação é uma medida pouco eficaz e só vai contribuir para o aumento do contrabando. O presidente, António Abrunhosa, diz que os fumadores são um alvo fácil, mas com este aumento de impostos, o Estado arrisca-se a perder em vez de ganhar.