"Estamos a caminho da normalidade." Apesar dos estragos do temporal, associação garante que não vai faltar comida nos supermercados

Créditos: Hugo Delgado/Lusa
Em declarações à TSF, o presidente da APED, Gonçalo Lobo Xavier, prefere não se pronunciar sobre um eventual aumento de preços: "O mais importante é ajudar os agricultores a recuperarem a sua produção"
O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) garante que não vai falar comida nos supermercados. Ouvido pela TSF, Gonçalo Lobo Xavier reconhece que os estragos provocados pelo temporal deixaram algumas estradas intransitáveis e provocaram alguns constrangimentos, mas sublinha que está tudo normalizado.
"As estradas e as pontes que estiveram cortadas já reabriram, já estamos a caminho da normalidade. Tivemos uns atrasos por parte de alguns fornecedores, mas que não põem em causa, de maneira nenhuma, o abastecimento às lojas e à população. A situação está a normalizar-se também com a abertura das vias e, por isso, estamos a conseguir abastecer e a logística está a funcionar", explica à TSF Gonçalo Lobo Xavier.
Questionado sobre se haverá, ou não, um aumento de preços, o presidente da APED prefere não se pronunciar, afirmando que o principal, nesta altura, é apoiar os agricultores.
"Podemos descansar as populações afetadas, porque estamos a responder e a repor os stocks com normalidade. (...) Portugal não é autossuficiente em todos os produtos, é extemporâneo estarmos agora a falar da evolução dos preços. Evidentemente que temos problemas, sobretudo no setor primário, com algumas culturas que foram dizimadas e isso é de lamentar. O mais importante é ajudar os agricultores a recuperarem a sua produção", sublinha.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

