"Implementação" é ordem de Bruxelas para não se perderem fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência

O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis
Créditos: John Thys/AFP
Este ano, o PIB da Europa vai crescer 1,4%, impulsionado pelo efeito da bazuca europeia. O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, refere que "os Estados-membros precisam de concluir todos os marcos acordados até ao final de agosto"
A Comissão Europeia acredita que os próximos oito meses vão ser decisivos para a execução dos Planos de Recuperação e Resiliência (PRR) de todos os Estados-membros.
Esta quinta-feira, em Bruxelas, o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, revelou que o Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR) é um acelerador de desenvolvimento e riqueza.
Este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa vai crescer 1,4%, impulsionado pelo efeito da bazuca europeia. O comissário Valdis Dombrovski adiantou que estão a ser registados "investimentos reais que estão a gerar impactos em toda a Europa".
"Como seria de esperar, os países com uma grande alocação do Mecanismo viram este crescimento contribuir para a convergência" entre as economias mais ricas e mais pobres da Europa, referiu.
Para o comissário, "2026 será decisivo e o tempo está a esgotar-se. Os Estados-membros precisam de concluir todos os marcos acordados até ao final de agosto", sublinha.
"Implementação, implementação e mais implementação" é a palavra de ordem em Bruxelas, que está satisfeita com a simplificação de medidas nacionais para captar os Planos de Recuperação e Resiliência.
De acordo com Valdis Dombrovskis, uma das principais características inovadoras do MRR é que "vai além do financiamento do investimento, também oferece incentivos financeiros para a implementação de reformas em escala sem precedentes".
"A UE tem ficado para trás em relação aos seus concorrentes internacionais em termos de crescimento da produtividade há já algum tempo. É por isso que as reformas com efeitos estruturais e de longo prazo, especialmente aquelas que aumentam a produtividade, são cruciais", conclui o comissário europeu.