
Mário Lino
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O antigo presidente da Águas de Portugal confirmou na TSF que chegou a ser estudada a hipótese da EDP ter uma participação no capital da empresa, mas negou qualquer plano de privatização.
O cenário de privatização parcial da Águas de Portugal foi estudado há 11 anos, quando José Sócrates era ministro do Ambiente, avança esta manhã a edição do jornal Público.
A notícia cita vários documentos confidenciais elaborados em 2000, alguns dos quais assinados por Mário Lino, e outros corrigidos pelo próprio punho de José Sócrates.
A TSF falou esta manhã com Mário Lino, na altura presidente do grupo Águas de Portugal, que negou que houvesse algum plano para privatizar a empresa.
«Não houve nenhum plano para privatizar as Águas de Portugal o que foi estudado com a EDP foi uma participação, na ordem dos 20 por cento, no capital das Águas de Portugal na base de uma actividade conjunta em áreas de interesse comum», esclareceu.
«O Partido Socialista o que defende é que as Águas de Portugal devem continuar sobre o controlo do Estado», frisou Mário Lino, considerando que a posição do PS é hoje a mesma de sempre.