Ministra considera que despedimentos em Portugal são "baixíssimos" e é acusada de visão simplista

Lusa
O presidente da CPPME não concorda com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e atribui a taxa de recolocação dos trabalhadores despedidos à falta de mão de obra, em alguns setores
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) considera que a ministra do Trabalho tem uma visão simplista dos despedimentos coletivos em Portugal.
É a reação do presidente da CPPME às palavras da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, quando afirmou, esta sexta-feira, que o número de despedimentos coletivos em Portugal é "baixíssimo".
Ouvido pela TSF, Jorge Pisco afirma que não compreende a opinião da ministra. "Não posso concordar com essa ideia tão simplicista da senhora ministra", atira.
Os últimos dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) apontam que a maioria dos despedimentos coletivos ocorreram em micro e pequenas empresas, um dado que provoca "grande apreensão" no presidente da CPPME. "Na realidade, é nas micro e pequenas empresas [que se verifica] a maior precariedade em termos económicos", acrescenta Jorge Pisco.
Maria do Rosário Palma Ramalho entende ainda que a taxa de recolocação dos trabalhadores que perderam o emprego em despedimentos coletivos é "muito elevada", em Portugal (os últimos números do Instituto Nacional de Estatística apontam para cerca de 30%). Jorge Pisco não contraria a opinião da ministra, mas entende que é a falta de mão de obra que leva a que os trabalhadores despedidos voltem a encontrar trabalho rapidamente, e acrescenta que as taxas de recolocação variam de setor para setor.