
Standard & Poor's
Reuters/Brendan McDermid
A Moody's cortou esta sexta-feira o "rating" da dívida de longo prazo do Banco Espírito Santo em três níveis. A Standard & Poor's cortou o "rating" devido ao aumento dos riscos no banco. Uma ação também tomada pela agência de notação financeira DBRS.
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Em comunicado hoje emitido, a agência de notação financeira Moody's argumenta a decisão com preocupações sobre a capacidade de crédito do banco, as quais foram agravadas pela «falta de transparência em relação à autonomização do Banco Espírito Santo (BES)» em relação à Espírito Santo International (ESI).
Para além de ter cortado o "rating" da dívida de longo prazo do Banco Espírito Santo em três níveis, para B3, a agência baixou também a nota atribuída aos depósitos de longo prazo do banco em dois níveis, para B2.
A decisão hoje comunicada pela agência de notação financeira Moody's surge depois de na quarta-feira a mesma agência ter já baixado em três níveis a nota do Espírito Santo Financial Group (ESFG), o maior acionista do BES, para Caa2.
Já a Standard & Poor's refere um aumento dos riscos no banco devido à situação no Grupo Espírito Santo e acredita que é provável que o BES possa vir a beneficiar de uma ajuda estatal.
A Standard & Poor's cortou hoje o "rating" do Banco Espírito Santo (BES) e do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) de BB- para B+ devido ao aumento dos riscos no banco.
Numa nota, a agência sublinha que a situação no GES «coloca riscos acrescidos na situação financeira do BES». «Não podemos, nesta altura, capturar inteiramente isto na nossa previsão da solvência do banco e por isso acreditamos que limita a nossa análise da situação de risco do BES».
Refere ainda as incertezas sobre a exposição do BES ao GES e também dúvidas sobre a situação da unidade angolana do banco. «Em resultado da combinação destes fatores, revemos a nossa posição acerca do nível de risco do BES para 'moderado' de 'adequado'».
Também a agência de notação financeira DBRS colocou o 'rating' BBB (baixo) do BES em revisão com implicações negativas, devido à pressão que o banco está a sofrer nos seus rácios estruturais.
A informação foi colocada pelo BES no sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Em comunicado, a empresa baseada em Toronto, Canadá, identifica as fontes daquela pressão como sendo o Banco de Portugal e as mudanças na gestão de topo, bem como a situação na subsidiária angolana, o Banco Espírito Santo Angola (BESA).
A DBRS particularizou que a análise pelo banco central de negócios do GES evidenciou algumas questões na Espírito Santo International (ESI), a holding no topo do GES.
Adiantou também que as mudanças na administração aumentaram «as preocupações da DBRS com os empréstimos intra grupo, os procedimentos de gestão de risco e a qualidade e independência dos gestores seniores».