
Eurico Brilhante Dias
Global Imagens/Álvaro Isidoro
O PS diz que, depois de ouvir o discurso da ministra das Finanças, continua a haver margem para medidas ainda não reveladas ao país.
Ontem, no final da reunião do Eurogrupo em que comunicou aos parceiros da moeda única a opção do Governo por uma saída limpa do programa de ajustamento, Maria Luís Albuquerque deu conta do que estará no texto a enviar ao Fundo Monetário Internacional (FMI), garantindo que não haverá medidas extra e sublinhando que a carta é um procedimento normal.
«Não há novos compromissos nem novas questões. Há uma continuidade, há um conjunto de processos que estão a seguir o seu curso, ainda a decorrer, e o Governo entendeu reafirmar que esses compromissos se mantêm presentes. Não tem surpresas nem sustos, é um documento absolutamente em linha com os compromissos que já tinham sido assumidos pelo Governo português», afirmou Maria Luís Albuquerque.
No entender do Partido Socialista, a declaração da ministra das Finanças não basta. O dirigente socialista Eurico Brilhante Dias disse à TSF que nota no discurso da ministra margem para surpresas desagradáveis.
Assim, o PS volta a exigir saber o que o Governo escreveu ao FMI nesta carta de intenções e tem de o fazer antes das eleições europeias, marcadas para o dia 25 de maio.