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A troika chega hoje a Lisboa para dar início à oitava e à nona avaliações regulares ao Programa de Assistência Económica e Financeira, numa altura em que o Governo defende um défice de 4,5% para 2014.
Para hoje está também agendada uma reunião entre o Governo e os parceiros sociais, no âmbito da Concertação Social, para debaterem assuntos relacionadas com os próximos exames da troika, estando prevista a presença do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.
Nas reuniões entre o Governo e a troika'um dos aspetos que deverá ser discutido é a meta do défice para 2014, que foi revista em alta para os 4% do Produto Interno Bruto (PIB) na sétima revisão ao programa de assistência e que o Governo quer voltar a dilatar, agora para os 4,5%.
Quarta-feira, Paulo Portas disse no Parlamento que, durante a sétima avaliação, troika e executivo tiveram divergências e que o objetivo do défice era um dos temas em que defendiam posições diferentes, tendo acabado por prevalecer a opção da troika. Em reação a estas declarações, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse que ainda não está nenhuma decisão tomada.
Outro assunto que deverá ser debatido também a partir de hoje é a implementação de um programa cautelar em Portugal após o atual programa, em junho de 2014.
Vários elementos do Governo têm insistido que um programa cautelar não é um segundo empréstimo, incluindo o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas: «Um programa cautelar é um seguro» como terá a Irlanda; «um segundo resgate seria um segundo empréstimo» como teve a Grécia, defendeu.
Do lado europeu, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, já disse que Portugal tem «várias opções possíveis para uma fase pós-programa», mas alertou que qualquer apoio no regresso aos mercados em 2014 obrigará a «condicionalidades», mantendo a supervisão da troika.
A visita que arranca hoje é também a primeira que será liderada, do lado do Governo, pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que ficaram com a pasta das relações com a troika na última remodelação governamental.
Mas também do lado dos credores internacionais há igualmente caras novas na mesa de negociações: Subir Lall, pelo FMI, e John Berrigan, pela Comissão Europeia, juntam-se a Rasmus Ruffer, do BCE, que está envolvido no programa português desde o início, em maio de 2011.