Vacina inovadora. Micro-agulhas contra a Covid-19

Uma vacina contra o novo coronavírus foi testada em ratos com bons resultados e e já pode ser testada em humanos, anunciou a Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

A mesma escola que desenvolveu há 63 anos a vacina contra a poliomielite aproveitou o seu conhecimento com outras síndromes respiratórias agudas e conseguiu que os ratos alvo desta experiência (vacinados) produzissem anticorpos específicos em quantidades suficientes para neutralizar o vírus.

Mas a grande inovação desta vacina, agora anunciada, está na forma como é ministrada porque para fazerem a vacinação as pessoas recebem em cima da pele um pequeno autocolante do tamanho de um dedo; esse autocolante tem 400 pequenas agulhas feitas de açúcar, cada uma do tamanho de um fio de cabelo, e são estas micro-agulhas que penetram na pele.

O cientista Louis Falo da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh adianta que "a substancia açucarada dissolve-se dentro da pele".

A vacina está assim integrada dentro das agulhas que "quando pressionadas contra a epiderme se dissolvem libertando a vacina".

Louis Falo explica que "a pele é a nossa primeira linha de defesa contra os vírus e as bactérias e por isso sempre desenvolveu boas respostas imunitárias" que é preciso aproveitar.

Assim os cientistas esperam que a pele se comporte como uma armadura contra este vírus e além disso "o processo para o desenvolvimento desta vacina não requer equipamentos dispendiosos e por isso é bastante ajustável", sublinha.

Pode mesmo acontecer que uma pessoa num pequeno laboratório universitário faça milhares de vacinas num dia de trabalho.

Os ensaios clínicos para esta vacina aguardam a autorização da agência norte americana do medicamento (FDA) depois dos resultados em animais terem sido publicados na edição desta semana da revista médica The Lancet.

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