"É uma sensação de morte." Como se enfrenta o frio extremo que assola os Estados Unidos

Ana Paula Leite vive na região de Chicago e revela à TSF os conselhos das autoridades à população antes da chegada de "vórtice polar", que irá fazer baixar os termómetros aos 30 graus negativos.

A população da cidade norte-americana de Chicago está assustada com a chegada de uma massa de ar frio polar, que vai fazer com que os termómetros desçam aos 30 graus negativos.

O governo local ordenou o encerramento de centenas de escolas, numa medida que afeta mais de 350 mil alunos. O frio e a neve obrigaram também já ao cancelamento de milhares de voos.

Ana Paula Leite vive nos arredores de Chicago há quatro anos e explica que ao fim da tarde desta terça-feira conseguiu suportar uma temperatura que rondava os 13 graus abaixo de zero.

"A partir do momento em que chegou o vento. É uma sensação de morte, terrível. Toda a gente está preocupada por causa do vento porque traz a sensação para amanhã (quarta-feira) é de menos 30", contou Ana Paula Leite, acrescentando que as autoridades estão a reforçar os conselhos à população.

"Estão a aconselhar a ficar em casa obviamente. Os passeios serem muito reduzidos. Quem tem de se deslocar de carro aconselham a levar cobertores", referiu.

A portuguesa residente na região de Chicago sublinha que o frio desta semana tem sido "mais dfícil de suportar", lembrando que até os cães quando saem à rua se queixam do frio.

A vaga de frio deve-se a um "vórtice polar", uma circulação atmosférica vinda do Polo Norte. Para Carlos Pires, docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o fenómeno pode ser entendido como uma consequência indireta do aquecimento global.

"O ártico está aquecer. Como consequência o vórtice torna-se mais fraco e portanto pode trazer ar mais frio a latitudes mais baixas", referiu Carlos Pires.

O presidente norte-americano, Donald Trump, também alertou os cidadãos das regiões afetadas pela vaga de frio intensa , para tomarem as devidas precauções. Os Estados Unidos vão enfrentar temperaturas negativas, que em algumas zonas podem chegar aos - 50ºC.

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