Ataque terrorista

"Horror e profunda tristeza." O mundo reage a ataque terrorista na Nova Zelândia

De Trump a Erdogan, um pouco por todo o mundo surgem reações de consternação e pesar pelo atentado, desta sexta-feira, na Nova Zelândia. Pelo menos 49 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas.

nO presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou, esta sexta-feira, "horror e profunda tristeza" pelos ataques terroristas levados a cabo contra duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia. "Este ato sem sentido (...) não poderia ser mais oposto aos valores e à cultura de paz e unidade que a União Europeia [UE]", lê-se num comunicado.

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Já a alta representante para a Política Externa da UE, Federica Mogherini, considerou, também em comunicado, que "os ataques a locais de culto são contra todos os que valorizam a diversidade e a liberdade de religião e de expressão". "Estaremos sempre ao vosso lado contra aqueles que querem destruir as nossas sociedades e o nosso modo de vida", refere, dirigindo-se ao povo neozelandês.

Em Inglaterra, a rainha Isabel II, chefe de Estado da Nova Zelândia, disse que os "eventos aterradores" a deixaram profundamente triste. "O príncipe Filipe e eu enviamos as nossas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam as suas vidas", referiu, em comunicado, divulgado no Twitter. "Presto homenagem aos serviços de emergência e voluntários que dão apoio àqueles que ficaram feridos. Neste momento trágico, os meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses", acrescentou.

Por seu lado, a chanceler alemã, Angela Merkel, mostrou pesar pelas vítimas que "foram atacadas e assassinadas, enquanto oravam pacificamente".

O papa Francisco manifestou "profunda tristeza" pelos "atos de violência sem sentido", enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, enviou, através do Twitter, as condolências aos neozelandeses.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, confirmou, em conferência de imprensa, que se tratava de um ataque terrorista e que este é "um dos dias mais negros da Nova Zelândia". No Twitter, lembrou que este é um atentado de "uma violência sem precedentes" no país e expressou solidariedade com as comunidades imigrantes. Este foi também o sentido das declarações do primeiro-ministro australiano.

Na Turquia, o Presidente Erdogan expressou as condolências ao "mundo islâmico" e aos neozelandeses, afirmando: "É o mais recente exemplo do crescimento da islamofobia." O ministro turco dos Negócios Estrangeiros vai mais longe e atribui a responsabilidade dos ataques "aos políticos e à comunicação social que alimentam a escalada da islamofobia".

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, também responsabilizou a "islamofobia crescente desde o 11 de Setembro" pelos ataques desta manhã, mas reafirmou que "o terrorismo não tem religião".

No Bangladesh, os ataques motivaram a fúria de milhares de muçulmanos em protesto nas ruas da capital Dhaka. Shahriar Alam, ministro dos Negócios Estrangeiros do país, lembrou no Twitter a sorte da seleção nacional de críquete, que tinha saído do local cinco minutos antes do atentado.

O ator neozelandês Russel Crowe disse estar de" coração partido, por todas a vítimais e pelo povo da Nova Zelândia". Termina a mensagem com "Kia Kaha", que significa "sejam fortes", em língua maori.

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