"Não foi uma manifestação." Macron acusa manifestantes de quererem atacar a República

O presidente francês interrompeu as férias para viajar até Paris depois de mais um sábado de protestos dos coletes amarelos.

O presidente francês Emmanuel Macron acusou, na noite deste sábado, os manifestantes que protestaram nos Campos Elísios de quererem destruir a República. O presidente foi mesmo mais longe e acusou todos os que participaram no protesto de serem cúmplices do que aconteceu.

Macron reforça que o que aconteceu este sábado "não foi uma manifestação. Foi gente que quis atacar a República e todos os que lá estiveram são cúmplices. Todos os que lá estiveram."

Neste 18.º fim de semana de protesto dos coletes amarelos, foram detidas pelo menos 237 pessoas. O ministro francês do Interior, Cristophe Castaner indicou que cerca de 1.500 militantes "ultraviolentos" se infiltraram entre os cerca de 10.000 que se manifestaram em Paris.

O número de manifestantes tinha vindo a diminuir nos últimos fins de semana e os organizadores esperavam dar este sábado uma nova vida ao movimento.

As ações deste dia marcam também o fim de um debate nacional organizado por Macron durante dois meses para responder às preocupações dos manifestantes: diminuição do nível de vida, salários estagnados e elevado desemprego.

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