Dinamarca pede "respeito pela integridade territorial" após Trump nomear enviado especial para Gronelândia

Foto: Pixabay (Arquivo)
As autoridades, tanto da Dinamarca como da Gronelândia, insistem que a ilha não está à venda e a população decidirá o seu futuro
A Dinamarca exigiu, esta segunda-feira, que o governo dos Estados Unidos respeite a sua soberania, após o Presidente Donald Trump nomear um enviado especial para a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês cobiçado por Washington.
As autoridades, tanto da Dinamarca como da Gronelândia, insistem que a ilha não está à venda e a população decidirá o seu futuro. "A nomeação confirma o contínuo interesse dos Estados Unidos na Gronelândia", afirmou, esta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, em comunicado.
"Insistimos que todos, inclusivamente os Estados Unidos, devem demonstrar respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca", acrescentou.
Desde o seu regresso à Casa Branca, em janeiro, Trump afirma que "precisa" da ilha de localização estratégica e rica em recursos naturais para garantir a segurança dos Estados Unidos. Negou-se, inclusivamente, a descartar o uso da força para assumir o controlo da Gronelândia.
"Jeff compreende o quanto a Gronelândia é essencial para a segurança nacional e promoverá com firmeza os interesses do país em matéria de segurança e sobrevivência dos aliados e, de facto, do mundo. Parabéns, Jeff!", escreveu na sua plataforma Truth Social. Landry agradeceu na rede social X pela "honra de servi-lo como voluntário para tornar a Gronelândia parte dos Estados Unidos", antes de especificar que o cargo "não afeta de forma alguma" as suas funções como governador do Louisiana.
Thank you @realDonaldTrump! It"s an honor to serve you in this volunteer position to make Greenland a part of the U.S. This in no way affects my position as Governor of Louisiana!
- Governor Jeff Landry (@LAGovJeffLandry) December 22, 2025
A maioria dos 57 mil habitantes da Gronelândia deseja a independência da Dinamarca, mas não quer fazer parte dos Estados Unidos, segundo uma sondagem realizada em janeiro.
A Gronelândia tem uma localização estratégica, entre a América do Norte e a Europa. Os Estados Unidos, a China e a Rússia demonstram interesse crescente pelo Ártico, onde foram abertas rotas marítimas devido às mudanças climáticas e há grandes reservas de terras raras. A Gronelândia posiciona-se também como a rota mais curta para mísseis entre a Rússia e os Estados Unidos.
