
Ataque no parque de estacionamento do festival Supernova
Jack Guez/AFP
"Estes ataques devem ser investigados como crimes de guerra", apela a organização internacional para os direitos humanos.
A organização para os direitos humanos Human Rights Watch confirmou a autenticidade de quatro vídeos que mostram o homicídio de civis perpetrado pelo Hamas em três ataques no dia 7 de outubro.
"Estes ataques devem ser investigados como crimes de guerra", afirma a Human Rights Watch num comunicado enviado às redações esta quarta-feira.
Num vídeo divulgado pela organização são analisadas imagens captadas por câmaras de segurança e partilhados nas redes sociais. As imagens podem ser consideradas chocantes.
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No primeiro caso, num vídeo captado às 7h55 a poucos minutos a pé do local onde se realizava o festival de música Supernova, sete homens armados agridem civis e atiram um projétil explosivo para dentro de um abrigo onde se escondiam várias pessoas. Não é claro se alguma das vítimas sobreviveu, mas segundo relatos da CNN no dia 9 de outubro, o local estava coberto de sangue.
Num segundo vídeo, imagens de câmaras de segurança captadas às 8h43 mostram um civil que parece ter sido morto a tiro no chão em frente ao Kibutz Mefalsim. Ao lado vê-se parcialmente uma explosão e outras pessoas agredidas e mortas por homens armados.
Outro vídeo verificado foi amplamente divulgado pela imprensa internacional. Filmado às 9h23 no parque de estacionamento próximo do recinto do festival de música Supernova, é possível ver um homem armado disparar contra uma pessoa agachada ao lado de um carro. Outro homem é alvo de tiros à queima-roupa quando se encontrava quase imóvel no chão, aparentemente ferida, atrás um carro.
O quarto vídeo analisado pela Human Rights Watch mostra a mesma câmara mais de duas horas e meia depois, às 12h12, mostra o mesmo homem na mesma posição, provavelmente morto.
Depois de retirar objetos dos bolsos da vítima um grupo de homens armados encontram uma mulher escondida dentro do carro e sequestram-na.
A organização internacional para os direitos humanos analisou os vídeos verificando as coordenadas e registos de data e horas, comparando-os com imagens de satélites e sombras para determinar a hora e o local em que os taques ocorreram.
Nos termos do direito internacional humanitário, matar intencionalmente civis é considerado um crime de guerra.