Joe Biden condena ação do ICE: violência em Minneapolis "trai valores fundamentais"

Créditos: Mandel Ngan/AFP (arquivo)
O ex-chefe de Estado norte-americano pede uma investigação "completa, imparcial e transparente" à morte de Renee Good e Alex Pretti
O ex-Presidente dos Estados Unidos da América Joe Biden condenou, esta terça-feira, a violência dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que mataram a tiro dois ativistas durante os protestos na cidade de Minneapolis contra a presença da polícia de imigração.
"O que ocorreu em Minneapolis neste último mês trai os nossos valores mais fundamentais enquanto americanos. Não somos uma nação que mata a tiro os seus cidadãos na rua", publicou nas redes sociais o ex-Presidente democrata.
What has unfolded in Minneapolis this past month betrays our most basic values as Americans. We are not a nation that guns down our citizens in the street. We are not a nation that allows our citizens to be brutalized for exercising their constitutional rights. We are not a...
- Joe Biden (@JoeBiden) January 27, 2026
"A violência e o terror não têm lugar nos Estados Unidos da América, especialmente quando é o nosso próprio Governo que aponta armas contra cidadãos americanos", acrescentou o veterano.
Joe Biden assinalou ainda que "nem mesmo um Presidente" pode "destruir o que os Estados Unidos representam e aquilo em que acreditam", se toda a Amércia "levantar a voz".
A morte de Renee Good a 7 de janeiro e a de Alex Pretti no sábado passado provocaram indignação em Minneapolis.
O governador do estado de Minnesota e o autarca de Minneapolis, ambos democratas, manifestaram oposição total ao envio federal de mais agentes, inclusive perante a Justiça estadual.
"A Justiça exige investigações completas, imparciais e transparentes sobre as mortes dos dois americanos que perderam a vida na cidade a que chamavam de lar", pediu Joe Biden.
Trump acusa o seu antecessor democrata de ter permitido a entrada no país de milhões de imigrantes sem documentos durante seu mandato.
Segundo dados do Pew Center, um centro de estudos migratórios, entre 2021 e 2024, mais de um milhão de pessoas da América Latina entraram anualmente no país, de forma regular e irregular.
