Estado da União: "Não é um discurso de fim de linha, é virado para a frente e de responsabilidade"

A comissária portuguesa Elisa Ferreira
Olivier Hoslet/EPA
Elisa Ferreira, comissária portuguesa, considera que "a Europa tem de ser protegida e valorizada, sobretudo pelos jovens".
Não é um discurso de fecho de loja, mas um discurso voltado para a frente. Foi esta a forma como a comissária portuguesa Elisa Ferreira classificou o discurso da presidente da Comissão Europeia, esta manhã, em Estrasburgo.
"Aquilo que eu senti é que, de facto, isto não é um discurso nem de fim de linha, nem de fecho de loja, é um discurso virado para a frente, um discurso de responsabilidade por aquilo que começamos para terminarmos e implementarmos bem aquilo que começamos e aquilo que decidimos", afirmou.
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A comissária defendeu que "há uma continuidade com os próprios, com os outros, mas a Europa existe". "A Europa tem de ser protegida e tem de ser valorizada, sobretudo pelos jovens, neste momento em que há tanta gente que aproveita qualquer instabilidade para pôr em causa um projeto que, a todos os títulos, é um projeto que resulta e é um projeto que nos dá segurança, garantias e futuro a todos nós", sublinhou.
Elisa Ferreira foi questionada várias vezes pelos jornalistas sobre a vontade que poderá ter em continuar na Comissão Europeia para mais um mandato, mas não quis responder, alegando que esse é um assunto que, neste momento, interessa a ninguém.
O discurso do Estado da União foi instituído pelo Tratado de Lisboa e foi proferido pela primeira vez por Durão Barroso, consistindo num balanço sobre a ação do executivo comunitário e na apresentação das principais apostas europeias para o ano seguinte.
Ursula von der Leyen proferiu esta quarta-feira o último discurso do seu mandato à frente do executivo comunitário.