"Se a NATO não quer defender a Ucrânia, um conjunto de países europeus pode fazê-lo"

Ozan Kose/AFP
No programa O Princípio da Incerteza, da TSF e CNN Portugal, não houve consenso sobre esta ideia lançada por Pacheco Pereira
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O plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos da América (EUA) foi o tema dominante n'O Princípio da Incerteza deste domingo.
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O historiador Pacheco Pereira considera que o plano que está a ser negociado em Genebra é um "tratado de rendição", que quer beneficiar o infrator, e não de paz. "Se a NATO não quer defender a Ucrânia, se a NATO não quer garantir a segurança da Ucrânia, um conjunto de países europeus pode fazê-lo", sublinha, apontando que a Coreia do Norte está a apoiar o regime de Putin.
Pacheco Pereira defende que há países europeus com capacidade militar para intervir e "garantir que os russos são derrotados" em território ucraniano, tais como o Reino Unido, a França, a Polónia, a Finlândia e a Suécia, que "tem uma aviação do mais moderno que existe". Acredita que a ofensiva russa "poderia ser rapidamente desmantelada" com os esforços conjuntos de meios europeus.
Já Pedro Duarte não vê viabilidade na solução de serem os países europeus a defenderem a Ucrânia devido à "escalada imprevisível" do conflito que daí podia resultar. Para o autarca do Porto, é uma solução "irrealista". A aposta, prossegue, deve ser em "melhorar" e negociar o plano de paz, já que o dos EUA "não é razoável".
Alexandra Leitão concorda com o social-democrata Pedro Duarte, acrescentando que os países europeus "não estarão disponíveis para fazer grandes sacrifícios". Assinala igualmente que a decisão de Zelensky, seja ela qual for, tem de ser respeitada, "por muito que isso implique uma ordem mundial assente na força e não no Direito". "É o seu povo que está a ser massacrado."
N'O Princípio da Incerteza, Alexandra Leitão quis falar das sete escutas que tiveram o antigo primeiro-ministro António Costa como interveniente e que, na altura, não foram comunicadas ao Supremo Tribunal de Justiça. A socialista considera que a lei não foi cumprida e defende que é preciso que alguma coisa seja feita em sede própria, em sede do Conselho Superior do Ministério Público.
