
José Sócrates
Epa
O primeiro-ministro encarou, esta sexta-feira, o chumbo ao Tratado de Lisboa na Irlanda como uma derrota pessoal e apelou à ratificação noutros países. Sócrates clarificou ainda as declarações que proferiu sobre a importância do documento na sua carreira.
O primeiro-ministro considerou, esta sexta-feira, a vitória do “não” no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa, texto que saiu da Presidência Portuguesa da União Europeia, como uma derrota pessoal.
«Um resultado destes é uma derrota para mim e para todos aqueles que se empenharam no Tratado de Lisboa e no projecto europeu» e que «acreditam nos valores das Europa, da paz e do progresso», disse.
No entanto, ao contrário de várias vozes, José Sócrates considerou que, mesmo depois do chumbo na Irlanda, o Tratado não está morto e deve ainda ser ratificado noutros países, tal como já defenderam a França e a Alemanha, numa reacção conjunta.
«Deve arranjar-se uma solução que responda ao problema agora criado, que terá que se basear no acordo dos 27», ou seja, no Tratado de Lisboa», onde se encontram «respostas para os problemas da Europa», adiantou.
O chefe de Estado aproveitou ainda para explicar as declarações que proferiu, quinta-feira no Parlamento, a propósito do significado pessoal que atribui ao sucesso do Tratado de Lisboa, e que foram criticadas pelo Bloco de Esquerda.
«Considero que o Tratado de Lisboa foi um dos momentos mais significativos na minha carreira, porque nesse momento senti que estava a fazer o meu melhor pela Europa», afirmou, lamentando que tantos políticos queiram «atirar para o caixote do lixo» o documento.
Sócrates clarificou ainda que não disse que o Tratado de Lisboa era importante «para» a sua carreira política, mas antes importante «na» sua carreira política.