Trump exige negociações "imediatas" sobre compra da Gronelândia e diz que Europa "não está a ir na direção certa"

Créditos: Fabrice Coffrini/AFP
Donald Trump afirma que "ama a Europa", mas aponta que o velho continente "não está a ir na direção correta"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu esta quarta-feira negociações "imediatas" sobre uma eventual aquisição da Gronelândia por Washington, retomando a sua iniciativa para assumir o controle do território autónomo que pertence à Dinamarca.
"São os Estados Unidos, e somente os Estados Unidos, que podem proteger essa enorme massa de terra, esse enorme pedaço de gelo, desenvolvê-lo e aprimorá-lo", assegurou Trump no Fórum Económico Mundial em Davos. "É por essa razão que procuro negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Gronelândia pelos Estados Unidos", completou.
O chefe de Estado norte-americano afirmou, contudo, que não usará a força para tomar o controlo da ilha ártica.
"Provavelmente não conseguiremos nada, a menos que decidamos usar força excessiva - com a qual, francamente, seríamos imparáveis -, mas não o farei (...) esta é provavelmente a declaração mais importante que já fiz, porque as pessoas pensavam que eu usaria a força", esclareceu, referindo que não tem "necessidade" de recorreu à força.
O líder republicano criticou ainda duramente a "migração em massa", alegando que partes do velho continente estão "irreconhecíveis" e atacou a política energética europeia.
"Eu amo a Europa e quero que a Europa prospere, mas não está a ir na direção certa", alertou.
Ao longo das últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta poderia cair nas mãos da China ou da Rússia, algo que é rejeitado pela generalidade dos países europeus, que saíram em defesa da soberania e integridade territorial da ilha.
