Chefe da delegação da Al-Jazeera no Sudão detido por forças de segurança

A Al-Jazeera não avançou detalhes sobre a detenção da al-Kabbashi e também não foi ainda possível contactar as autoridades sudanesas.

A cadeia de notícias por satélite Al-Jazeera, sediada no Qatar, informou este domingo que o chefe da sua delegação no Sudão foi detido pelas forças de segurança.

A detenção foi avançada pela Al-Jazeera através do Twitter, indicando que as forças sudanesas invadiram a casa de Al-Mussallami al-Kabbashi.

Este caso acontece um dia depois de as forças de segurança terem disparado munições reais e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que se juntaram para denunciar o controlo cada vez mais apertado dos militares sobre o país.

Pelo menos cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas na sequência destes confrontos, segundo indicaram manifestantes, citados pela Associated Press (AP).

A Al-Jazeera não avançou detalhes sobre a detenção da al-Kabbashi e também não foi ainda possível contactar as autoridades sudanesas, precisa a AP.

Milhares de manifestantes pró-democracia saíram à rua este sábado para protestar contra a tomada do poder pelos militares, em outubro. O golpe tem sido alvo de críticas a nível internacional e motivado vários protestos nas ruas da capital, Cartum, e em outros pontos do país.

As mortes registadas neste sábado acontecerem em Cartum e na cidade gémea de Omdurman e entre as vítimas mortais há quatro que foram mortas a tiro e uma devido a gás lacrimogéneo, segundo adiantou o Comité de Médicos do Sudão.

As manifestações acontecerem dois dias depois de o líder do golpe militar, o general Abdel-Fattah Burhan, ter decidido reconduzir-se como chefe do Conselho Soberano, o órgão de Governo interino do Sudão.

No final do outubro, os militares dissolveram o Governo de transição do país e prenderam mais de cem funcionários do Governo, líderes políticos e um grande número de manifestantes e ativistas.

O Sudão tem estado no meio de uma frágil transição para a democracia desde que uma revolta popular forçou os militares a retirar o autocrata de longa data Omar al-Bashir e o seu Governo islâmico em abril de 2019. Durante semanas antes do golpe de Estado, tinham aumentado as tensões entre os líderes militares e civis sobre o ritmo da transição.

Desde o golpe, tem havido manifestações em grande escala em todo o país, exigindo o regresso de um Governo civil.

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