Dos EUA à Austrália, para onde vão os refugiados do Afeganistão?
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Dos EUA à Austrália, para onde vão os refugiados do Afeganistão?

Todos os dias, milhares de pessoas saem do Afeganistão para fugirem às consequências da tomada do país pelos taliban, mas para onde seguem estes refugiados? A TSF seguiu o mapa.

A liderar a operação de retirada, os EUA vão aceitar todos os afegãos que trabalharam para o Governo. Joe Biden autorizou uma verba de 500 milhões de dólares, cerca de 350 milhões de euros, para acudir às necessidades urgentes dos refugiados, mas não se sabe ao certo quantos irão para os EUA.

Há indicação de que antes de seguirem para os EUA, os refugiados afegãos vão ficar numa primeira fase em três países dos Balcãs: na Albânia, Kosovo e Macedónia do Norte.

A Albânia e a Macedónia do Norte vão aceitar temporariamente 750 refugiados, enquanto o Kosovo não avançou números, mas também está a instalar abrigos temporários, enquanto estes afegãos preparam os documentos para seguir para os EUA.

No Reino Unido, Boris Johnson já se comprometeu a receber 20 mil refugiados em cinco anos. Neste primeiro ano, serão cinco mil, com prioridade para mulheres, crianças e pessoas de minorias religiosas.

O Canadá também vai abrir a porta a 20 mil refugiados, enquanto na Alemanha, Angela Merkel fez saber que o país tem de receber cerca de 10 mil afegãos em risco, embora o governo de Berlim não se tenha comprometido com qualquer número.

A Austrália tem planos para conceder aos afegãos três mil vistos durante um ano. Também prontos a ajudar estão o Irão, o Tajiquistão, o Uzbequistão, a Índia e o Uganda, que é o país africano com mais refugiados.

O governo português fez também saber que está disponível para receber 50 afegãos, que podem chegar já esta semana.

Do lado contrário, entre os países que já anunciaram o fecho de portas está a Áustria. O chanceler Sebastian Kurz fez saber que Viena não vai receber qualquer refugiado afegão.

A Suíça também não está disposta a acolher grupos que cheguem directamente do Afeganistão. E na Rússia, Vladimir Putin anunciou que não quer militantes afegãos a chegarem disfarçados de refugiados.

O Paquistão anunciou o fecho de fronteiras, mas até agora, os afegãos têm conseguido entrar por uma única fronteira. A Turquia e a Grécia estão a construir muros para travar a onda de refugiados afegãos.

Já a França tem uma posição dúbia. Emmanuel Macron declarou que Paris vai proteger os que enfrentam riscos maiores, mas também sublinhou que a Europa tem de proteger-se de ondas de migrantes ilegais.

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