Exército russo assume ataque à refinaria em Odessa

As explosões foram sentidas a quilómetros do local e três colunas de fumaça negra subiram do complexo da refinaria.

O Exército russo assumiu o ataque realizado este domingo a uma refinaria na região de Odessa, que supostamente abastecia as tropas ucranianas em Mikolaiv, declarou o Ministério da Defesa russo.

"Esta manhã, uma refinaria e três depósitos de combustível na região de Odessa, que abasteciam as tropas ucranianas na direção de Mikolaiv, foram destruídos por mísseis navais e terrestres de alta precisão", disse o porta-voz da entidade militar, Igor Konashenkov.

O porta-voz russo acrescentou que a defesa aérea das Forças Aeroespaciais Russas derrubou dois 'drones' ucranianos em Kudriashkova (região de Lugansk) e Shurovka (região de Kharkiv), no leste da Ucrânia.

De acordo com o porta-voz russo, as tropas mantiveram a pressão aérea sobre o exército ucraniano e destruíram 51 alvos militares do ar: quatro postos de comando, dois sistemas de mísseis antiaéreos Osa-AKM, quatro arsenais e 32 postos fortificados.

Segundo Konashenkov, desde o início da chamada "operação militar especial" na Ucrânia, o Exército russo destruiu 125 aviões e 88 helicópteros, 383 drones, 221 sistemas de mísseis antiaéreos, 1.903 tanques e veículos blindados, 805 peças de artilharia e morteiros, além de 1.781 veículos militares.

O ataque de mísseis na manhã deste domingo a uma refinaria em Odessa não causou vítimas, até ao momento, disse, por seu lado, o coronel Vladislav Nazarov, do Comando de Operações Sul do Exército da Ucrânia.

Num vídeo transmitido pelo canal oficial da rede social Telegram da Câmara Municipal de Odessa, Nazarov indicou que o ataque ocorreu contra uma "infraestrutura crítica" da cidade.

Vários mísseis atingiram às 6h00, horário local (3h00 em Lisboa) na refinaria na cidade ucraniana de Odessa, cujos tanques de combustível estão em chamas.

Os mísseis atingiram esta infraestrutura localizada no norte desta cidade estratégica nas margens do Mar Negro e junto ao seu porto, onde chega um oleoduto da Rússia.

As explosões (pelo menos seis de intensidade diferente) foram sentidas a quilómetros do local e três colunas de fumaça negra subiram do complexo da refinaria, visíveis de toda a cidade.

O coronel Nazarov explicou que os bombeiros estão no local a tentar controlar as chamas em vários tanques de combustível onde, por vezes, ocorrem explosões quando o seu conteúdo incendeia.

Esta manhã, os alarmes antiaéreos soaram em Odessa em três ocasiões, uma delas coincidindo com o ataque à refinaria.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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