Mais de metade dos canhões cedidos pelos EUA já foram entregues a Kiev

Joe Biden tinha anunciado um novo pacote de 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia e outros 500 milhões de dólares em assistência financeira.

Mais de metade dos canhões M114 Howitzer autorizados a enviar para a Ucrânia pelos Estados Unidos já chegaram ao destino, adiantou esta quarta-feira o Departamento de Defesa (Pentágono) norte-americano.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, explicou também, durante uma conferência de imprensa, que a primeira ronda de formação que os EUA estão a oferecer aos militares ucranianos num terceiro país, para os ensinar a manusear estes obuses e outras armas, terminou esta semana.

Kirby acrescentou que 50 formadores norte-americanos participaram nesta primeira fase de treino.

"Atualmente está a decorrer a segunda ronda de formação", referiu ainda.

Na semana passada, o Presidente norte-americano, Joe Biden, tinha anunciado um novo pacote de 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia e outros 500 milhões de dólares em assistência financeira, além de proibir qualquer navio ligado à Rússia de atracar nos EUA.

O pacote militar inclui 72 obuses Howitzer de 155 milímetros e 144.000 peças de artilharia, 72 veículos táticos para transportar esses canhões, 121 'drones' Phoenix e outros equipamentos.

Este material acresce aos 18 Howitzers que Washington também já tinha autorizado, num outro pacote, há duas semanas.

Os Estados Unidos começaram a enviar este tipo de canhões para a Ucrânia desde o início da nova etapa da ofensiva russa, centrada no leste ucraniano, na região do Donbass, onde o terreno é mais plano que em outras partes do país.

Desde a chegada de Joe Biden ao poder, em janeiro de 2021, os EUA já destinaram mais de 4.000 milhões de dólares em assistência de segurança para a Ucrânia, sendo que 3.400 milhões de dólares foram atribuídos desde o começo da invasão russa.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A organização divulgou também que ofensiva militar causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para fora do país.

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