"Não avançar com o acordo do Mercosul seria erro histórico"

No encerramento do fórum La Toja, o primeiro-ministro português defendeu uma Europa "forte e aberta ao mundo".

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta sexta-feira, no encerramento do fórum La Toja, na Galiza, que a União Europeia (UE) deve avançar com a ratificação do acordo com o Mercosul. A posição obteve a anuência de Pedro Sánchez, o presidente do Governo de Espanha que, pelo facto, ainda lhe fez um rasgado elogio.

"António Costa é um grande líder europeu", disse Sánchez, referindo: "O que posso dizer, querido António, é que, como vamos ter a presidência da UE no último semestre de 2023, vamos tratar então, finalmente, desse acordo tão importante da União Europeia com o Mercosul. Se o conseguirmos, será graças ao trabalho que fizeste durante o primeiro semestre deste ano de 2021."

O primeiro-ministro português defendeu que a UE deve fortalecer-se face ao reposicionamento de interesses económicos e políticos dos EUA, tornar-se "mais aberta ao Mundo" e reforçar relações com aliados, como a Espanha, e a América Latina e África.

"Precisamos de uma Europa forte e aberta ao mundo", declarou no encerramento do fórum La Toja, na Galiza, um evento "de vocação ibérica e latino americana" para debate das questões globais.

"Seria um erro histórico não avançar com a ratificação de um acordo que tem o potencial de criar um mercado de quase 800 milhões de pessoas, em particular quando conjugado com a urgente modernização dos acordos com o México e com o Chile", declarou o primeiro-ministro, referindo que "a sua implementação daria um sinal que a União Europeia permanece aberta ao Mundo, após os importantes acordos celebrados com o Canadá e o Japão, bem como as negociações agora retomadas com a Índia".

Recordou que, em conjunto, Portugal e Espanha "dão acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores da União Europeia", e que ambos países "têm sido no interior da União as vozes mais ativas na defesa do acordo com o Mercosul, o maior acordo económico e comercial que pode ser estabelecido à escala global".

"É um espaço de 260 milhões de consumidores e mercado para mais de 60 mil empresas. Antes do início da pandemia as exportações da UE para o Mercosul representavam mais de 40 mil milhões de euros em bens e mais de 20 mil milhões em serviços", sublinhou, acrescentando que a UE é também "o maior investidor externo no Mercosul, com um stock de investimento de perto de 400 mil milhões de euros".

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