PCP condena "ações criminosas" em Cabo Delgado e alerta contra intervenções externas

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

O PCP condenou esta quarta-feira "as ações criminosas dos grupos mercenários terroristas" no norte de Moçambique, e alertou contra eventuais tentativas de intervenção externa em Cabo Delgado, alvo de ataques terroristas nos últimos três anos.

Em comunicado, o PCP "condena veementemente as ações criminosas dos grupos mercenários terroristas, fomentados a partir do exterior, contra Moçambique e o povo moçambicano" e "denuncia os interesses que estão por detrás desta nova operação de desestabilização", que não identifica.

É uma operação que, de acordo com os comunistas, tem por objetivo "o controlo e a apropriação de importantes recursos naturais que o Estado moçambicano procura colocar ao serviço do desenvolvimento económico e social do país", numa referência ao investimento da multinacional Total.

No texto, o PCP "alerta para a tentativa de instrumentalização da ação desestabilizadora na Província de Cabo Delgado para, por via da sua internacionalização, abrir caminho ao intervencionismo, à instalação de forças militares estrangeiras e a posturas neocoloniais, que desrespeitem a soberania e a independência de Moçambique".

E "afirma a sua solidariedade à FRELIMO", partido do Governo, "e ao povo moçambicano".

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é desde há cerca de três anos alvo de ataques terroristas e o último aconteceu no passado dia 24, em Palma, em que dezenas de civis foram mortos, segundo o Ministério da Defesa moçambicano.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira o controlo da vila de Palma, junto à fronteira com a Tanzânia.

Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, cujas ações já foram reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona.

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