Portugal disponível para "patrocinar reconstrução" de escolas e jardins de infância na Ucrânia

António Costa prometeu a Zelensky "apoio técnico" no processo de adesão à UE e ajudas concretas para a reconstrução do país.

António Costa manifestou a disponibilidade de Portugal para participar num programa de reconstrução de escolas e jardins-de-infância da Ucrânia ou "patrocinar" a reconstrução de uma zona territorial a indicar pelas autoridades ucranianas.

"O importante é garantir o futuro para as próximas gerações", explicou o primeiro-ministro durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev, depois de uma reunião entre ambos que demorou mais de uma hora.

Das opções pela reconstrução, o líder do executivo português manifestou preferência pela referente às escolas e jardins-de-infância, dizendo que o Estado Português tem experiência recente na execução desses programas de modernização de estabelecimentos de ensino.

"Relativamente à reconstrução, queria reafirmar o nosso compromisso e a prioridade que temos de ter nos próximos Conselhos Europeus de a Europa responder coletivamente num apoio integral à reconstrução da Ucrânia."

"Temos de estar juntos porque é juntos que podemos construir a Europa em comum."

Costa promete "apoio técnico" no processo de adesão à UE

António Costa afirmou ainda que Portugal vai dar apoio técnico à Ucrânia para o seu processo de adesão à União Europeia e salientou que a opção europeia de Kiev deve ser acolhida "de braços abertos".

"Aguardamos com grande expectativa o relatório da Comissão Europeia sobre o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia, que será provavelmente discutido no mês junho."

"Independentemente do que venha a acontecer, disponibilizamos ao Presidente Zelensky e à Ucrânia todo o apoio técnico, a disponibilidade para a troca de experiências tendo em conta o nosso processo de adesão."

Logo na sua declaração inicial na conferência de imprensa, António Costa sustentou que a opção europeia da Ucrânia deve ser acolhida "de braços abertos" e classificou Volodymyr Zelensky como "um líder que inspira o mundo", dizendo que representa "um exemplo de coragem e de notável resistência" perante a "brutal" agressão militar russa.

"O pior que a UE podia fazer à Ucrânia era dividir-se"

Questionado como pensa responder politicamente a estados que se opõem ao alargamento da União Europeia, António Costa lembra a Zelensky que conhece bem as dificuldades que a própria UE tem "dentro de sua casa", apesar de terem sido menos visíveis no apoio à Ucrânia e condenação da invasão russa.

"Temos que ser todos francos para construir relações sólidas (...) A União Europeia tem, nos últimos anos, conseguido superar as suas divisões e respondido de forma única. O pior que a UE podia fazer à Ucrânia era dividir-se."

Portugal tem procurado "a todo o custo" essa união e é uma postura que vai continuar a ter, promete António Costa, apesar de ser necessária "imaginação, paciência e persistência."

"Mas se há coisas que os ucranianos e o presidente Zelensky já demonstraram é que persistência, coragem e determinação não lhes falta. Se têm tido para enfrentar esta guerra não lhes faltará para desafios muito mais fáceis como aqueles que temos para a construção da Europa."

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