Rússia acusa NATO de ter colocado em risco um voo comercial com 142 pessoas a bordo

Trata-se de mais um incidente que confirma a crescente tensão entre a Rússia e Ocidente, num momento em que se teme a preparação de uma ofensiva de Moscovo em solo ucraniano.

A Rússia acusa a NATO de quase ter provocado um acidente aéreo, argumentando que um voo comercial com 142 pessoas a bordo foi obrigado a alterar subitamente a rota para não colidir com um avião espião da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

A agência de notícias Interfax avança que, segundo a Agência Russa de Transporte Aéreo Federal, um aparelho russo que fazia a ligação entre Moscovo e Telavive, em Israel, foi forçado a divergir rapidamente e a alterar a rota para evitar um avião espião da aliança atlântica, que voava sobre o Mar Negro e que não respondeu aos apelos do controlo aéreo.

Há relato de que também um avião privado terá sido obrigado a desviar-se deste aparelho da NATO.

As autoridades russas afirmam que vão apresentar um protesto diplomático formal, uma vez que o aumento da atividade de aviação da NATO junto às fronteiras da federação russa estão a colocar em risco voos comerciais.

Já na passada sexta-feira, a Rússia enviou caças para escoltarem dois aviões espiões norte-americanos.

Uma oportunidade para atenuar este clima tenso será a reunião por videoconferência entre o Presidente dos Estados Unidos e o chefe de Estado russo. Joe Biden fala com Vladimir Putin por videoconferência na terça-feira.

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