Rússia reitera ameaças contra EUA e NATO pela falta de garantias de segurança

Para o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, as declarações da NATO sobre a falta de intenção em posicionar os mísseis de curto e de médio alcance, dotados de cargas nucleares, não são convincentes para Moscovo.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia advertiu esta segunda-feira que Moscovo irá responder militarmente se os Estados Unidos e a Aliança Atlântica não cumprirem as garantias de segurança para evitar que a NATO se aproxime das fronteiras russas.

"A falta de progresso na solução político-diplomática deste problema vai conduzir a uma resposta que vai ser militar e técnico-militar", afirmou Serguei Riabkov, numa entrevista publicada hoje na agência oficial de notícias russa RIA Novosti.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros já tinha expressado esta mesma posição do Kremlin (Presidência russa) sobre a possível instalação na Europa de mísseis de curto e médio alcance.

Riabkov afirmou que a presença das armas pode levar à "confrontação".

"Atualmente não contamos com eles (mísseis de curto e de médio alcance). No nosso país vigora uma moratória unilateral e apelamos aos Estados Unidos da América (EUA) e à NATO para se juntarem a esta moratória", disse Riabkov, lamentando que Washington e Bruxelas não respondem às propostas russas.

Os membros da Aliança Atlântica "atuam como querem e não querem levar em conta os interesses relacionados com a nossa segurança", acrescentou.

De acordo com o vice-ministro russo, as (últimas) declarações da NATO sobre a falta de intenção em posicionar os mísseis de curto e de médio alcance, dotados de cargas nucleares, não são convincentes para Moscovo.

"Em primeiro lugar não temos confiança na NATO como aliança. Muitas vezes somos confrontados com a mesma situação: 'hoje dizem uma coisa, depois de amanhã outra e dentro de um ano uma terceira coisa'. E, tudo isto, como se fosse a coisa mais natural do mundo", sublinhou o representante russo.

No passado mês de novembro, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem como tarefa "conseguir para a Rússia garantias de segurança, a longo prazo".

Putin declarou que "essas garantias" são necessárias para que se evite um "conflito".

De acordo com o chefe de Estado russo, uma das "linhas vermelhas" que o Ocidente não deve ultrapassar é o alargamento da NATO para Leste, em particular na Ucrânia.

A mesma posição foi comunicada por Putin ao Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, através da videoconferência que decorreu no passado dia 07 de dezembro.

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