Sexto dia consecutivo na Rússia com mais de 10.000 novos casos

Nas últimas 24 horas morreram 98 pessoas. O número de novas infeções contínua elevado

A Rússia registou esta sexta-feira, pelo sexto dia consecutivo, mais de 10 mil infeções com o novo coronavírus e com metade dos casos detetados na capital Moscovo, onde o confinamento foi prolongado até 31 de maio.

Segundo as autoridades, o país contabiliza até ao momento 187.859 casos, o que torna a Rússia no quinto país do mundo em contaminações.

As estatísticas indicam, no entanto, um número reduzido de mortos, com 1.723 óbitos, incluindo 98 nas últimas 24 horas.

O primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin, que foi hospitalizado após ter anunciado em 30 de abril que estava infetado com o novo coronavírus, surgiu pela primeira vez na televisão após este anúncio.

Mishustin promoveu uma videoconferência ministerial consagrada ao apoio económico e social aos antigos combatentes da Segunda Guerra Mundial, e quando decorrem as celebrações dos 75 anos final do conflito na Europa.

De acordo com os 'media' públicos, o chefe do Governo russo prossegue os tratamentos hospitalares. Não foi feita referência ao seu estado de saúde, e quando há alguns dias Vladimir Putin indicou que registava melhoras.

Moscovo, que prolongou o confinamento da sua população até 31 de maio, permanece o principal foco da epidemia na Rússia com 5.846 novos casos anunciados hoje num total de 98.522, mais de metade do total.

O aumento do número de casos desde há uma semana explica-se, segundo as autoridades, pela multiplicação dos testes efetuados -- 4,98 milhões segundo a contagem de hoje -- e não por uma aceleração da propagação.

O objetivo desta política de despistagem consiste em detetar os casos assintomáticos ou ligeiros da covid-19, que não estão necessariamente contabilizados em outros países devido à escassez de testes, e de seguida colocar os doentes em quarentena para conter a propagação do coronavírus e evitar uma segunda vaga epidémica.

As autoridades asseguram que esta abordagem também explica em parte a fraca taxa de mortalidade em relação ao número de casos.

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