Turquia reúne-se com Suécia e Finlândia para discutir adesões à NATO

Aceitação formal da proposta sueca e finlandesa para aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte foi travada pela Turquia.

Membros dos governos da Suécia e Finlândia deslocam-se a Ancara, esta quarta-feira, para tentar dissipar as objeções da Turquia às propostas de adesão dos dois países à NATO. Oscar Stenstrom, o secretário de Estado sueco, e Jukka Salovaara, o seu homólogo finlandês, vão reunir-se com Ibrahim Kalin, o principal assessor presidencial da Turquia, avança o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco em comunicado.

A aceitação formal da proposta sueca e finlandesa para aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte foi travada pela Turquia. O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, disse aos jornalistas que as preocupações com a segurança do país permanecem e renovou a exigência para que os dois países nórdicos levantem o embargo à exportação de armas.

"Queremos garantias absolutas", sublinhou Mevlut Cavusoglu, citado pela Bloomberg.

A Turquia pediu "garantias concretas" à Suécia, incluindo "o fim do apoio político ao terrorismo", uma "eliminação da fonte de financiamento do terrorismo", a "cessação do apoio militar" ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e às milícias curdas sírias.

Considerado um grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia - da qual a Suécia e Finlândia são membros - o PKK trava uma luta contra os turcos desde 1984. Dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito.

Desde 2017, a Turquia pede a extradição de militares curdos e outros suspeitos, mas não tem recebido respostas de Estocolmo.

Entre outras coisas, Ancara afirma que a Suécia forneceu cerca de 350 milhões de euros para apoiar os militantes curdos e equipamentos militares, incluindo armas antitanque e drones.

Na segunda-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou lançar uma nova operação militar na Síria para proteger a fronteira sul da Turquia.

Na reunião anual do Fórum Económico Mundial em Davos (Suíça), o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, disse que o país entende "que a Turquia tem algumas preocupações de segurança em relação ao terrorismo".

"Achamos que temos boas respostas para isso, porque também fazemos parte da luta contra o terrorismo. Então, pensamos que essa questão pode ser resolvida", referiu Haavisto.

A NATO fará "o que sempre fazemos", "que é sentar e abordar as preocupações quando os aliados expressarem preocupações", observou o secretário-geral da aliança militar intergovernamental, Jens Stoltenberg, em Davos.

Stoltenberg manifestou-se confiante de que a Aliança Atlântica vai ser capaz de "resolver esses problemas, concordar e receber a Finlândia e a Suécia como membros de pleno direito". Todos os 30 países da NATO devem concordar na integração das duas nações nórdicas.

A Suécia recebeu centenas de milhares de refugiados do Médio Oriente nas últimas décadas, incluindo curdos étnicos da Síria, Iraque e Turquia.

Após ser contra a adesão à NATO durante décadas, a opinião pública de Finlândia e Suécia mudou com a invasão russa da Ucrânia a 24 de fevereiro.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE A GUERRA NA UCRÂNIA

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de