A1 ruiu em Coimbra: Miguel Pinto Luz garante que Governo acompanhava situação "desde há dias"

Créditos: António Cotrim/Lusa
"Houve agora um incidente que estamos a avaliar e, neste momento, não podemos dizer mais nada", afirma o ministro, em declarações à TSF
O ministro das Infraestruturas já está a caminho da região de Coimbra depois do colapso de parte da A1, na sequência do rebentamento do dique na margem direita. Miguel Pinto Luz garante, em declarações à TSF, o Governo acompanha "desde há dias" a situação no rio Mondego.
O governante, que está agora a caminho de Coimbra, onde espera chegar "o mais rápido possível", assinala ainda que, assim que o dique cedeu, foi tomada a decisão de "encerrar" a A1.
"Houve agora um incidente que estamos a avaliar e, neste momento, não podemos dizer mais nada", afirma.
Miguel Pinto Luz "tranquiliza" os portugueses, afirmando que a segurança das populações está "em primeiro lugar".
O troço que ruiu fica entre os quilómetros 198 e 189. A zona de cedência do dique deu-se ao quilómetro 191.
O sub-comandante regional da Proteção Civil adianta à TSF que não há registo de feridos, uma vez que a A1 já estava cortada.
O vereador da Proteção Civil Municipal, Ricardo Lino, estima, em declarações à TSF, que dimensão dos estragos tem "alguns metros" e que o incidente ocorreu na sequência do rebentamento do dique.
"Não temos ainda a aferição do ponto de vista de engenharia, mas o que é expectável e aquilo que nos dizem é que é uma consequência do rebentamento do dique, porque é mesmo logo a seguir ao dique. O dique rebenta, começa a água literalmente a escavar-se na terra e é nessa entrada considerável de água que vai fazer cair e que vai escavar por baixo a ligação da ponte com o talude de acesso da autoestrada, mas já em terra, e é por aí que se dá o rompimento da A1", detalha.
Como rotas alternativas, Ricardo Lino sugere o acesso da A14 em direção à Figueira da Foz, que obriga a uma passagem pela A17, para fazer a ligação Norte-Sul. Para um trânsito mais local, propõe que os condutores contornem o ICE 2, pelo Nó Coimbra Norte, voltando a entrar em Coimbra Sul.
Helena Teodósio, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, sublinha, em declarações à TSF, que esta é uma via "estruturante" para o país, sendo motivo de grande "preocupação", sobretudo porque há "consciência" de que "vai demorar" até que seja regularizada esta situação.
E, por isso, denuncia as "implicações gravíssimas" para a população, mas também para as "empresas e para toda a vida económica" da região.
"É algo quase que posso dizer mesmo dramático em toda esta situação terrível que estamos a passar", lamenta, vincando que o colapso de parte da A1 representa um "agravamento tremendo" desta realidade.
Ainda que admita o "imediato" envolvimento do Governo e do município, insiste que a resolução deste problema "vai demorar".
A presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra nota ainda que este evento "não era previsível". "Pelo menos, tínhamos estado no comando da Proteção Civil também logo a seguir à outra reunião que tivemos na APA, foram faladas várias situações e mesmo a possibilidade que ainda poderia vir a acontecer de algum outro dique ruir (...) e não foi referida à questão da A1. Infelizmente, passado pouco tempo, tivemos esse conhecimento."
