
O candidato à Presidência da República, André Ventura
Creditos: Tiago Petinga/Lusa
Depois de fazer referências à "ideologia de género" , rejeitar mesquitas em Portugal, criticar o processo em que é acusado o antigo primeiro-ministro José Sócrates e prometer acabar com o Estado Social como um "bar aberto de distribuição para todos", André Ventura avisou: "Eu disse ao que vinha"
O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, afirmou hoje que, caso passe à segunda volta, não tentará "agradar a todos", realçando que "nunca escondeu ao que vinha" e rejeitando ser "o candidato das generalidades redondas".
"Não vou para a segunda volta para agradar a todos. Não vou procurar pôr toda a gente contente, não vou para dizer que o preto é branco e o branco é preto. Vou dizer a verdade, doa a quem doer. Vou dizer ao país que é preciso ordem, que têm de deixar de viver de subsídios, que impostos têm de baixar e que temos de ser um país cristão, de valores cristãos, e de valores europeus", defendeu o candidato a Belém, no comício de encerramento de campanha no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.
Depois de fazer referências à "ideologia de género" (termo depreciativo usado por movimentos ultraconservadores), rejeitar mesquitas em Portugal, criticar o processo em que é acusado o antigo primeiro-ministro José Sócrates e prometer acabar com o Estado Social como um "bar aberto de distribuição para todos", André Ventura avisou: "Eu disse ao que vinha".
"Nós dissemos ao país, Europa e mundo ao que vínhamos, com clareza, sem medo", disse, garantindo que "vai continuar a ser assim".
"Não esperem nem nunca me peçam para ser o candidato das generalidades redondas que agradam a toda a gente", salientou, vincando que não quer "estar do lado dos que ganham as eleições, mas dos que transformam o país".
