
Créditos: Miguel A. Lopes/Lusa
Sobre a escolha do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que anunciou no domingo que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, António Capucho confessa "compreender" esta posição, ainda que esteja em "desacordo": "Era um terror para o país a eleição de um homem de extrema-direita, uma pessoa próxima de um imbecil como o Trump"
O fundador do PSD António Capucho garante que "não hesita nem um mílimetro" no apoio à candidatura presidencial de António José Seguro na segunda volta das eleições.
No Fórum TSF desta segunda-feira, o social-democrata destaca que a sua posição "não podia ser outra". A alternativa a Seguro, em quem vê um "homem de ideologia moderada" com "provas" dadas de que é "constante e confiável", é um "candidato de extrema-direita".
"A comunicação social e o próprio PSD toleram que [André Ventura] seja classificado como líder da direita, mas líder da direita? Ele não é de direita. Ele é de extrema-direita e populista. E, portanto, acho que não há alternativa nenhuma", atira.
E é com estes argumentos que afirma não hesitar "nem um mílimetro ou um segundo" no apelo ao voto em António José Seguro.
"Era um terror para o país a eleição de um homem de extrema-direita, uma pessoa próxima de um imbecil como o Trump. Não, nem pensar", reforça.
Sobre a escolha do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que anunciou no domingo que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, António Capucho confessa "compreender" esta posição, ainda que esteja em "desacordo".
"Posso compreender na medida em que ele - Montenegro -, apesar do 'não é não', tem desenvolvido uma estratégia equidistante entre o Partido Socialista e o Chega na Assembleia da República, no sentido de conseguir - já que não tem maioria - os seus objetivos. Agora, de facto, estou em desacordo", assume.
Luís Montenegro, diz, acaba assim por ficar "entre as partes" e essa é uma atitude "completamente errada" na visão do histórico social-democrata.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
