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À TSF, o mandatário da candidatura de Marques Mendes na Madeira anuncia o voto em António José Seguro na segunda volta das presidenciais, argumentado que não é possível "olhar para estas perspetivas do exercício deste cargo em função da camisola partidária"
O antigo deputado social-democrata Guilherme Silva anuncia que votará em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, considerando-o o úncio candidato capaz de garantir uma "respeitabilidade interna e externa".
Em declarações à TSF, Guilherme Silva - que assumiu as funções de mandatário do candidato presidencial apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes, na Madeira - dirige-se àqueles que durante a primeira volta estavam ao lado de outra candidatura que não a de António José Seguro para afirmar que agora é preciso "pensar no interesse do país".
"E votar naquele que nos dá maior garantias de respeitabilidade e de segurança e de ter o prestígio e a qualidade necessária para o desempenho do cargo", completa.
Destaca ainda o tempo em que trabalhou no Parlamento com Seguro - de quem é "amigo" -, ainda que em bancadas opostas, e defende que, num confronto entre o socialista e André Ventura, não é possível "olhar para estas perspetivas do exercício deste cargo em função da camisola partidária".
"Espero que o país tenha o senso, apesar de tudo, de poder conferir a Presidência da República a alguém que garanta uma respeitabilidade interna e externa, que entre os dois não vejo que não tenha de ser António José Seguro", remata.
Guilherme Silva nota, por isso, que o país e os portugueses têm de estar "à frente" dos intereses partidários.
O primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou no domingo que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais. O chefe do Governo PSD/CDS-PP considerou que o espaço do seu partido "não estará representado" numa segunda volta entre António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, e André Ventura, presidente do Chega.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
