Carneiro nega aproveitamento de vitória de Seguro na 1.ª volta ao convocar diretas no PS

Créditos: José Coelho/Lusa
José Luís Carneiro assegura que o calendário para as eleições diretas no partido será marcado "de forma a que não colida com as eleições presidenciais"
O secretário-geral do PS nega querer tirar proveito da vitória de António José Seguro na primeira volta das eleições presidenciais, depois de ter sido anunciado que José Luís Carneiro vai convocar eleições diretas para secretário-geral do PS, na qual será recandidato, e congresso.
Em declarações aos jornalistas na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, Carneiro esclarece que o seu mandato na liderança do PS terminou em dezembro porque era intercalar, já que foi para concluir o de Pedro Nuno Santos, que se demitiu na sequência da derrota das legislativas de maio. Este já era, por isso, um sufrágio expectável nesta altura, assinala.
O calendário proposto aponta para que as eleições diretas decorram em meados de março (previsivelmente em 13 e 14 de março) e o congresso no final desse mês (previsivelmente entre 27 e 29 de março).
José Luís Carneiro assegura, contudo, que as datas serão marcadas "de forma a que não colidam com as eleições presidenciais".
"Todos os desenvolvimentos de candidatura serão depois da segunda volta das eleições presidenciais e o processo eleitoral será mesmo depois da tomada de posse do novo Presidente da República, que espero que seja o meu amigo doutor António José Seguro", atira.
O prazo de apresentação das candidaturas será até meio de fevereiro.
O líder do PS, que falava à margem do almoço comemorativo do 30.º Aniversário da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais de Braga, lembrou que, ainda antes da primeira volta das eleições presidenciais, foi "muito claro" sobre quem apoiava numa eventual segunda volta entre o candidato apoiado pelo PSD/CDS-PP e pelo líder do Chega, André Ventura.
