Carneiro pede ao Governo que não deixe sozinha a presidente da Câmara de Almada

Crédito: Sérgio Mourato/Lusa
"Só um Governo insensível é que pode deixar uma presidente de câmara sozinha numa situação dessa natureza", afirma o líder do PS
O secretário-geral do PS apelou esta sexta-feira ao Governo para que não deixe sozinha a presidente da Câmara de Almada, pedindo que envie uma equipa multidisciplinar para Porto Brandão, onde decorre uma ação de evacuação devido ao deslizamento de terras.
"O que se está a passar aqui é muito grave, é algo que nos sensibiliza especialmente e o Governo tem o dever de não deixar uma presidente de Câmara sozinha com um drama dessa natureza", disse aos jornalistas José Luís Carneiro depois de visitar a zona de Porto Brandão, Almada, onde os moradores, que já foram retirados na quarta-feira devido ao risco do deslizamento de terras, estão a retirar as algumas das suas coisas de casa.
O secretário-geral do PS avisou que estas pessoas "vão perder as suas casas" e considerou que "só um Governo insensível é que pode deixar uma Presidente de Câmara sozinha numa situação dessa natureza", tendo ao seu lado a socialista Inês de Medeiros.
"As pessoas que estão em stress, a presidente de Junta de Freguesia, a presidente da Câmara, as pessoas que estão a viver este drama pessoal, famílias que se sentem literalmente abandonadas e portanto o meu apelo é um apelo ao Governo para que coloque aqui uma equipa que tenha pessoas da Psicologia, da Segurança Social, das Infraestruturas, da Habitação", pediu.
Esta equipa multidisciplinar, segundo Carneiro, serviria para "garantir a estas pessoas que o seu futuro não tem o grau de incerteza que eles temem hoje".
"É um apelo que faço ao Governo, de forma bastante sensibilizada porque é muito grave o que aqui se está a passar. É um apelo a quem tem responsabilidades no país para que não deixe estas pessoas ao abandono", reiterou.
A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, foi evacuada preventivamente, na quarta-feira, devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do temporal.
