Chega acusa: "Montenegro pede ao país para ser o Ronaldo, mas joga à defesa." Primeiro-ministro contra-ataca

Pedro Pinto esta tarde no Parlamento
Créditos: António Cotrim/Lusa
Pedro Pinto, em substituição de André Ventura, foi o primeiro a tomar a palavra no debate quinzenal, acusando o primeiro-ministro de "dar a mão aos socialistas" nas presidenciais. Montenegro contra-atacou, afirmando que, "em matéria de pontes, o Chega fez 82 com o PS"
O líder parlamentar do Chega puxou pelas eleições presidenciais no arranque do debate parlamentar quinzenal desta quarta-feira com o primeiro-ministro, afirmando que a segunda volta do sufrágio será entre "quem quer" e "quem não quer" o "socialismo". Para Pedro Pinto, trata-se de uma "oportunidade histórica" para a direita "derrotar o socialismo".
"Não podemos andar a criticar os socialistas e agora dar-lhes a mão para ser um socialista o Presidente de Portugal", atirou.
"Vai estar ao lado do socialismo ou ao lado de quem combate o socialismo?", pergunta Pedro Pinto a Luís Montenegro, lembrando que, além de primeiro-ministro, é o líder do PSD.
Partidos não evitaram "dispersão de votos"
Em resposta, o primeiro-ministro lembrou os resultados do PSD nas eleições legislativas.
"O Chega e o PS coligaram-se em consórcio e derrubaram o Governo e quiseram uma segunda volta das eleições legislativas", atirou, apontando que os resultados "reforçaram" a legitimidade da AD.
Apesar de assegurar não confundir eleições, Montenegro sublinhou semelhanças: desde logo, o facto de haver "uma grande (AD) e dois médios espaços políticos (PS e Chega)".
Destaca a AD como "espaço central" e garantiu que os resultados tiveram "a mesma representatividade" nas legislativas e presidenciais.
Ainda assim, reconheceu que os partidos políticos não foram capazes de evitar a "dispersão de votos" à direita, devido ao número de candidaturas presidenciais apresentadas. Afirmou que Governo tem de "respeitar a decisão soberana" dos portugueses.
"Montenegro pede ao país para ser o Ronaldo, mas joga à defesa"
Pedro Pinto recordou a Luís Montenegro de que foi o próprio quem fez cair o Governo, apresentando uma moção de confiança que acabaria chumbada. O líder parlamentar do Chega rejeitou "consórcios" entre o partido e o PS.
Pedro Pinto afirmou que Montenegro pede para "ser o Ronaldo", mas, depois, "joga à defesa" e não responde à questão que lhe é colocada sobre se apoiará André Ventura ou António José Seguro na 2.ª volta das presidenciais.
Luís Montenegro respondeu afirmando que, "em matéria de pontes, o Chega fez 82 com o PS".
