CNE lança iniciativa para campanha livre de desinformação, que "não vota, mas influencia"

António Cotrim/Lusa (arquivo)
À TSF, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições adianta que, este ano, "ainda não há casos registados". No entanto, avisa que a desinformação está sobretudo presente nas redes sociais
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) aposta num "papel mais interventivo" ao criar uma campanha com o mote "desinformação não vota, mas influencia". O objetivo é, então, capacitar os eleitores para identificarem este tipo de conteúdo, evitando a sua propagação.
Numa altura em que arranca a campanha eleitoral para a eleição do próximo Presidente da República, a CNE lança uma campanha para combater o "aumento da desinformação durante atos eleitorais" e "proteger a integridade do processo democrático".
Em declarações à TSF, o porta-voz da CNE, André Wemans, explica que estão disponibilizados um conjunto de "guias" que, além de ajudarem a reconhecer sinais manipulativos, destacam a importância de fazer uma partilha informada - isto é, para que a reprodução dos conteúdos seja apenas feita depois de ter sido realizada uma verificação para garantir que o conteúdo é de facto fidedigno.
"[A desinformação] verifica-se principalmente, mas não só, nas redes sociais. E, é exactamente como o mote desta campanha diz, a desinformação por si própria não vota, mas pode influenciar a votação e, por isso, à CNE preocupa principalmente não tanto a questão da campanha, mas desinformação que seja dirigida sobre ou que põe em causa o próprio ato eleitoral", detalha.
André Wemans garante que, por enquanto, este ano ainda não há casos registados, até porque a campanha contra a desinformação começou há pouco tempo.
"Esta campanha teve início hoje [quarta-feira]. O site esteve disponível a partir de ontem [terça-feira] à noite, mas só foi divulgado hoje e ainda não recebemos e não verificámos ainda nenhuma desinformação desde a marcação das eleições. Esperemos que não aconteçam essas situações", apela.
Para ajudar a identificar desinformações, a CNE criou o site desinformacao.cne.pt que contém informação sobre como reconhecer os sinais de desinformação eleitoral e são ainda disponibilizados canais seguros e confidenciais para reportar ações de desinformação eleitoral, um dos quais é um formulário digital.
